Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 27/06/2020
A frase " em briga de marido e mulher não se mete a colher", é dita por muitas famílias brasileiras, citação essa que referência o relacionamento abusivo. Logo, entende se que o Brasil é um pais historicamente violento com as mulheres, e com a chegada do isolamento social a violência se intensificou. Além disso, a quarentena trouxe um tempo maior de convivência entre os casais, o que gera muitos conflitos, e aumenta os casos de abuso.
O Brasil é uma pais que romantiza os relacionamentos abusivos, e que historicamente banaliza a violência contra a mulher. A série coisa mais linda, mostra a realidade de um caso de feminicídio nos anos 60, e como o agressor é facilmente absolvido de seus crimes. Isso tem uma forte ligação com o atual cenário brasileiro, o isolamento social tem escancarado uma condição que grande parte das mulheres se encontravam, embora as denuncias tenham aumentado, o medo da impunidade de seu agressor ainda é um grande impedimento de muitas mulheres violentadas realizarem a denuncia.
Ademais, a quarentena disponibilizou à vários casais um maior tempo de convivência, o que gera por muitas vezes o aumento dos conflitos, e dos abusos já sofridos. O isolamento traz também um combo de sentimentos negativos. Esses sentimentos ruins, por varias vezes é descontado em suas parceiras, por acharem que essas são suas “propriedades”. O Brasil se mostra um pais que cultua e romantiza a ideia de que a mulher é uma objeto a ser domado pelo homem. Referência disso é a fama que o filme 365 DNI fez no pais, com a uma história que normaliza os vários abusos sofridos pela personagem.
Portanto, é necessário que o ministério da saúde disponibilize apoio psicológico online para as mulheres. Além das delegacias concretizarem a punição dos agressores, e tenham certeza da distancia do abusador,para que as mulheres se sintam seguras, e saibam que estão sendo apoiadas por um profissional, freando assim os abusos durante o isolamento.