Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 26/06/2020

A farmacêutica Maria da Penha vivenciou dois casamentos difíceis, sendo o segundo marido responsável pela ativista ter se tornado paraplégica, vítima de um tiro de espingarda nas costas, o que a levou clamar por justiça e em 2006 houve a criação de uma lei que carrega seu nome. Nota-se que nas últimas décadas, a violência doméstica, sendo ela física ou moral, tem apresentado aumentos significativos, fato que é agravado pela negligência governamental e pela pandemia do COVID-19.

Em primeira análise, cabe pontuar que ao longo da formação histórica foi criada uma noção de inferioridade em relação ao homem, como por exemplo na Grécia Antiga em que elas não tinham direito ao voto. Dessa maneira, percebe-se que as mulheres sofrem desrespeito e à elas são negados vários direitos civis por causa de uma cultura machista e preconceituosa, diante disso pode-se observar que a ineficiência governamental, que poderia instituir leis mais rígidas contra os agressores , colabora com a perpetuação do problema.

Além disso, de acordo com o momento alarmante o qual o mundo tem sido vítima, a pandemia do Coronavírus, o isolamento social intensificou a convivência entre os familiares  possibilitando brigas matrimoniais, que podem suscitar em agressões. Outrossim, é que as vítimas tendem a não denunciar os agressores , seja por medo ou pela dificuldade  nesse momento de quarentena.

Portanto, é necessário que o Governo Federal intensifique o atendimento às vítimas , criando mais delegacias e melhorando as já existentes , em turnos de 24 horas para o registro de queixas,. Ademais, as escolas em parceria com o Ministério da Educação devem realizar palestras que enfatizem a igualdade entre os gêneros, a fim de combater sistemas machistas que denigrem a imagem da mulher. Assim, haverá a elaboração de uma sociedade da qual Maria da Penha possa se orgulhar;.