Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 26/06/2020
A campanha “sinal vermelho” desenvolvida pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), permite que as mulheres vítimas de violência doméstica procurem ajuda em farmácias. Entretanto, o aumento da convivência familiar impossibilita que essa parcela de mulheres desfrutem dessa campanha na prática. Sendo assim, percebe-se que o exposto é um desafio para o Brasil; o qual ocorre devido não só ao isolamento social, como também ao uso excessivo de álcool.
Primeiramente, é importante ressaltar que o isolamento entre pessoas é a “chave” da violência de homens para mulheres. Analogamente, um levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), consiste em que o total de socorros passou a ser 9.817 no Brasil. Certamente, as denúncias não são apenas físicas, como também são psicológicas, sexuais, morais, entre outras. Além disso, muitas vítimas não possuem celulares ou não se deslocam de casa para realizar compras necessárias, ou seja, os meios de denúncias estão precários.
Indubitavelmente, a escassez de atividades praticadas nas moradias está sendo depositada na ingestão excessiva de álcool. De modo que, cada ser-humano reage de tal forma em relação à reação do álcool e uma das formas existentes é a agressividade, ou seja, muita vezes o agressor deposita a raiva na vítima menor, mais fraca, ou que “passe por cima” do ato por sentir amor ao marido ou ao namorado que lhe agrediu.
Portanto, medidas são necessárias para reverter essa situação. O governo deve investir em empresas tecnológicas facilitando as denúncias de violências domésticas, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar que toda a população feminina deve obrigatoriamente se deslocar até essa “empresa de denúncias” ou uma delegacia próxima a cada seis meses. Com o intuito de falar com uma psicóloga e responder a um questionário em relação à convivência familiar. Com essa medida, espera-se que todas as mulheres brasileiras tenham a oportunidade de denúncias contra agressões.