Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 26/06/2020

No ano de 2020, o Brasil registrava o primeiro caso da covid-19, em que se espalhou rapidamente pelo país. Como decorrência disso, a secretaria da saúde propôs a quarentena para a população brasileira, a qual assegurava os habitantes do vírus, principalmente os idosos. Tais fatos fizeram com que houvessem grandes números de agressões domésticas, especialmente, com as mulheres, por serem despidas de segurança e pelo patriarcalismo presente nas residências. Desse modo, essa gente depara com desafios para erradicar a violência e o machismo.

De início, é indubitável a brutalidade sofrida pelas mulheres, as quais são vistas como inferiores ao povo masculino. Nesse sentido, de acordo com o portal de notícias da Globo, o número de casos de violência doméstica aumentou cerca de 15% nos meses da quarentena. Essa realidade torna-se evidente, já que o convívio cresceu nesses dias, com destaque aos casais, em que muitas vezes se desentendem nas discussões. Ademais, é notório que o uso da força física é a opção mais viável aos homens nessas desavenças, posto que a mulher é vulnerável a essas ações. Por conseguinte, esse ódio leva a perda da moral e da boa convivência social.

Outrossim, o machismo é bastante recorrente sobre grande parte da população feminina. Nessa perspectiva, conforme o psicanalista Sigmund Freud, em sua teoria do superego, as quais regras sociais e morais não nascem com o indivíduo, mas são passadas pela sociedade, como meio de conviver nela corretamente. Sob tal ótica, percebe-se que a formulação de identidade dos cidadãos brasileiros baseia-se em princípios passados pelas gerações antecessoras, as quais são de extremo conservadorismo, visto que seguem preceitos patriarcais e religiosos. Dessa forma, contribui-se para a perpetuação desse tipo de ação negativa na sociedade brasileira.

Portanto, para que haja uma redução nesse cenário de violência doméstica, é imprescindível esforço coletivo entre o Estado e as comunidades. Em seguida, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o Governo Federal, criar projetos de lei para aumentar a punição dos agressores e incorporar fiscalizadores nos processos de agressão, por meio de verbas governamentais e propagandas publicitárias, para reforçar a Lei Maria da Penha. Além disso, devem propor uma reeducação social, mediantes campanhas educacionais, em jornais e livros, com o intuito de acabar com o patriarcado. Dessa maneira, é possível alcançar menores taxas de Feminicídio.