Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena

Enviada em 26/06/2020

A agressão doméstica é uma das manifestações mais cruéis e evidentes da desigualdade de gênero no Brasil, já que são as mulheres que mais sofrem esse tipo de violência. Além disso, com o isolamento social devido a COVID-19, traz muitos problemas psicológicos que impacta diretamente o convívio doméstico, o que acaba aumentando o índice de violência contra a mulher durante o período de quarentena.

Conforme o jornal digital O Globo, Uma pesquisa que submeteu 1.460 brasileiros a uma triagem psicológica online sugere que a incidência de sintomas de depressão, ansiedade e estresse pode ter dobrado da primeira para a quarta semana de quarentena pela Covid-19. A pesquisa também aponta um maior risco para subgrupos como mulheres e pessoas de menor escolaridade, que tradicionalmente são mais pressionados e em situação de fragilidade. Com os problemas psicológicos que a quarentena causa juntamente com uma sociedade patriarcal e sexista predominante no Brasil, resulta em diversos casos de agressões contra mulheres.

Outrossim, é válido ressaltar que de acordo com uma pesquisa feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o número de ocorrências de violência contra a mulher  subiu em comparação ao mesmo período em 2019. No Estado de São Paulo, onde a quarentena começou no dia 24 de março, a Polícia Militar registrou um aumento de 44,9% no atendimento a mulheres vítimas de violência, o total de socorros prestados passou de 6.775 para 9.817. Ocorrências de feminicídios também aumentaram, de 13 para 19 (46,2%). Necessitando de um posicionamento do governo.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem a violência doméstica, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) deve promover comerciais na televisão e nas redes sociais, contendo informações sobre o aumento do índice de agressão doméstica, incentivando a denuncia sobre o mesmo. Para que diminua a porcentagem de agressão doméstica e feminicídios, já que são as mulheres que mais sofrem por esse tipo de violência.