Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 25/06/2020
De acordo com o artigo quinto da Constituição Federal de 1988, homens e mulheres têm direitos iguais, entretanto, a violência contra o gênero feminino ainda persiste na sociedade. Destarte, evidencia-se um aumento dos casos de agressão doméstica durante a quarentena, em 2020, impedindo o bem-estar das cidadãs. Dessa forma, é notório salientar o aumento de frustrações - acompanhado de uma objetificação da mulher - e a pouca denúncia como precursores de tal problemática.
Primeiramente, o filósofo Lévi-Strauss identifica a presença do machismo na sociedade, o qual permite que o homem trate sua parceira como objeto, podendo agredi-la. Diante disso, uma pesquisa feita pela revista “VEJA” identificou a duplicação da ocorrência de doenças psicossomáticas durante o período de isolamento no Brasil. Por isso, os homens têm descontado suas frustrações nas parceiras, já que ainda há o pensamento de posse nas relações contemporâneas. Por fim, o jornal “UOL” relata a intensificação desses conflitos, precisando de mudanças.
Ademais, o machismo também prejudica o índice de acusações nesse âmbito. Tal problemática ocorre por conta do senso comum de que a mulher deve priorizar sempre a família. Desse modo, o filósofo Aristóteles, em seu pensamento retrógrado, identifica a manutenção do lar como função dessa. Assim, durante a pandemia de 2020, as jovens priorizam a saúde dos entes, negligenciando os atos de violência, como dito pela promotora de justiça, Gabriela Mansur, em entrevista. Com isso, a cidadã não denuncia, e continua a ser agredida, necessitando de intervenções.
Portanto, é necessário o fim da objetificação da mulher e do pensamento errôneo sobre o papel dessa na família. Para tal, o Ministério da Educação deve, por meio da mídia - principal responsável pela propagação de informações - promover propagandas conscientizadoras. Dessarte, essas publicações devem demonstrar o machismo na sociedade e as penas criminais para o feminicídio. Tal medida irá, por meio da conscientização, minimizar a violência doméstica na quarentena.