Debate sobre o aumento dos casos de violência doméstica durante a quarentena
Enviada em 28/06/2020
No livro ‘‘Minha lady jane’’ é mostrado como as mulheres dos períodos arcaicos sofriam por contra do machismo e das imposições do patriarcado. Contudo, mesmo com o passar dos séculos, nossa sociedade ainda sofre com o enraizamento dessas perspectivas errôneas, tal informação pode ser comprovada ao observar que, segundo o site, Oglobo, os casos de violência domestica contra mulheres tiveram uma alta durante a quarentena. Desse modo, vale debater quais fatores corroboram com o aumento desta mazela e quais medidas devem ser tomadas para remedi-lá.
De início, deve-se destacar que, segundo o filósofo, Thomas Hobbes, ’’ o Estado da natureza (ambiente no que a ausência de um órgão regulados cria um ambiente de disputa no qual o mais forte sempre vence) faz com que as pessoas mostrem o pior de si’’. Ademais, as informações do período anterior podem mostrar sua veracidade, ao ver que, de acordo a página de informações, G1, ‘‘73% das vítimas de violência doméstica só tem coragem para denunciar o agressor quando estão em um local afastado do ambiente de violência’’, algo que é mais difícil em época de pandemia, o que tem como resultado na impunidade dos infratores. Destarte, a situação atual do Brasil, somado ao despreparo judicial, acabam por fomentar para a persistência de atos machistas e comportamentos antiéticos.
Em segundo lugar, cabe ressaltar que, para Émile Durkheim, ‘‘o fato social (conjunto de ações e valores que por ocorrem frequentemente, e por não sofrerem coerção acabam por ser normatizados) ajuda para o mantimentos de certas ideologias’’. À vista disso, a pandemia da Covid-19, serviu para mostrar que o machismo ainda está presente nos ambientes familiares, e que a linha de raciocínio do pensador susodito está correta, visto que, justo quando o sistema penitenciário está impossibilitado de receber e aplicar a coerção aos violadores, os casos de agressões aumentaram. Dessa forma, a ausência de punições somado com a normatização do feminicídio e outras formas de ataques, acabam por ser fatores que impulsionam para a permanência de tal mazela.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com a mídia, criar campanhas de conscientização e formas de mesmo em época de pandemia punir os violentadores. Isso pode ser feito por meio do uso de verba pública para a geração de propagandas que mostrem os malefícios dessa prática e que apresentem sites onde as vitimas podem denunciar seus agressores, além da preparação de presídios para criminosos dessa natureza. Dessa maneira, será possível que, mesmo na pandemia, as mulheres possam ser amparadas pelo Estado e os infratores punidos, e com isso os casos de machismo e feminicídio sejam reduzidos pelo preparo e segurança judicial.