Debate sobre a saúde pública no Brasil
Enviada em 30/10/2023
O Sistema Único de Saúde (SUS), representante da saúde pública brasileira, foi uma grande conquista popular na década de 90, proveniente de lutas a partir do século XX para que o bem-estar físico, mental e social não fosse mais visto como fonte de renda governamental, mas como direito de um cidadão de bem. Tal vitória, não vem cumprindo o seu “ethos” do Grego modo de ser , principalmente afetado pelo seu subfinanciamento e a má gestão.
Neste contexto, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU): 75% da população brasileira utiliza o SUS enquanto 25% usufrui da saúde privada, porém de forma desproporcional, 225 bilhões são gastos ao ano na saúde pública e quase o mesmo deste valor nas privatizadas,que em comparação atendem sua demanda de forma excepcional e rápida, isto só demonstra o quão as entidades administrativas desvalorizam o que deveria ser e o que é um direito constitucional, por esse descaso acontece a ausência de aplicações financeiras necessárias que , por conseguinte. reproduzem as imagens midiáticas rotineiras negativas da instituição pública de saúde vigente.
Destarte, é interessante ressaltar, mesmo havendo o subfinanciamento, também há a omissão da boa distribuição dos fundos monetários existentes, e isso só aconteceria se houvesse um gerenciamento benéfico. Nos últimos 10 anos, o país teve 13 ministros da saúde com uma média de duração de 10 meses, só demonstrando que , as escolhas feitas não estão sendo funcionais e sim distorcidas pelos critérios políticos partidários.
Portanto, para que alguns dos problemas sejam resolvidos, é necessário uma atuação do Congresso Nacional pela criação de regulamentos orçamentários fixos por meio de uma fiscalização da aplicação financeira nas unidades representativas da saúde a fim de que o gerenciamento seja adequado e a distribuição da renda bem definida, dessa forma, talvez, a população verá o real objetivo dos reformistas do século XX.