Debate sobre a saúde pública no Brasil

Enviada em 19/05/2020

Os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmam que o Brasil apresenta um dos raros programas de atendimento médico, completamente gratuito, que disponibilizam cuidados básicos e complexos. No entanto, apesar da abrangência, esse serviço ainda sofre com inúmeros empecilhos para o seu completo funcionamento. Diante disso, valida-se a discussão acerca da saúde pública nacional como marcada pela proposta de atendimento universal, mas que tem o investimento escasso uma barreira para seu pleno funcionamento.

Em primeira análise, a amplitude dos serviços médicos gratuitos oferecidos para quem se localiza no território brasileiro é uma referência para outros países. Nesse ínterim, a lista de programas abarcados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), disponibilizado pelo Ministério da Saúde (MS), está incluído desde assistência primária até o transplante de órgãos, em que 96% das cirurgias são realizadas pelo sistema público nacional. Em vista disso, fica explícito que a presença de atendimento médico universal no Brasil é de extrema importância para a sua população, haja vista a complexa teia assistencial disponibilizada para, pelo menos, 150 milhões de pessoas, conforme dados do SUS.

A posteriori, o investimento financeiro deficiente é um dos principais contribuintes para os problemas no setor, que se configura como desproporcional diante da proposta que carrega e torna o serviço falho e, muitas vezes, negligente. Nessa perspectiva, de acordo com o Banco Mundial, o Brasil é um dos países que menos gasta com saúde (3,8% do PIB), consequentemente, isso leva à lentidão dos atendimentos, falta de equipamentos e de profissionais em várias regiões. Destarte, fica evidente que o sistema público de saúde desenvolvido no país não recebe a atenção necessária para o seu pleno desenvolvimento, evidenciado, não só pela verba insuficiente, mas pelo déficit nos meios básicos para implementá-lo.

Depreende-se, portanto, que o sistema de saúde pública brasileiro apresenta entraves que precisam ser sanados. Assim, é fundamental que o Poder Público, juntamente com o MS, invista um maior contingente monetário para subsidiar esse setor, abrindo vagas para os profissionais da saúde que possa aparar todas as cidades, adquirindo os materiais necessários para os atendimentos e ampliando os centros de cuidados médicos em todo o país, voltados para toda a população. Tal medida aparece com o intuito de reduzir os principais problemas que acompanham o sistema básico médico, como longa espera e insalubridade, proporcionando um atendimento digno para todos.