Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 24/07/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu Artigo 6º, o direito a trabalho como inerente a todo cidadão brasileiro. Tal prerrogativa não se tem reverberado com ênfase na prática que se observa o debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials, dificultando deste modo a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro. Essa realidade se deve, principalmente, a inoperância estatal e à falta de debates acerca da problemática.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater as diferenças entre as gerações, nesse sentido, a maioria dos jovens talentos não tem interesse em atuar em empresas tradicionais, principalmente por conta da cultura corporativa. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis como trabalho, o que infelizmente, é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar que os jovens talentos buscam sentido no trabalho desempenhado e querem atuar em locais que compartilhem dos seus valores. Desse modo, essa insuficiência do aparato institucional se configura como uma falha grotesca da função do Estado com o “Contrato Luckeano”. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, medidas são necessárias para resolver essa situação. Para isso, o Governo Federal, deve, por meio de uma parceria com o Ministério do Trabalho, promoverem palestras ministradas por especialistas sobre a importância de agir diante das diferenças entre as gerações, com o intuito de promover a erradicação desse problema. Assim, consolidar- lhes –ei uma sociedade mais justa, onde o Estado desempenha corretamente seu “Contrato Social”, tal como afirma John Locke.