Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 31/05/2021
Os acontecimentos da época em que cada indivíduo nasce transparece em suas características e preferências, como é o caso dos Millennials, pessoas nascidas entre 1979 e 1995 - que tem forte influência no mercado de trabalho e se sentem atraídos a atuar em startups para fugir do modelo corporativo tradicional -, esses representam 50% da força de trabalho. Concluí-se que, em uma sociedade marcada por mudanças constantes, os Millennials sentem a necessidade de operar em empresas mais flexíveis, como as startups, para equilibrar a vida pessoal e a carreira, evitando, consequentemente, problemas causados pelo trabalho compulsório.
Em primeira análise, vale destacar que, contrariando a geração anterior, os Millenials preferem trabalhar em empresas com mais versatilidade de horários e métodos de execução, usando amiúde a tecnologia como principal instrumento; além disso, não exitam em sair de seus empregos se estão insatisfeitos. Com efeito, Zigmunt Bauman, sobre as relações de trabalho na sociedade líquido-moderna, diz que, sendo o mundo contemporâneo flexível e flúido, as pessoas não estão em busca de estabilidade, a ocupação está relacionado à lógica de consumo. Dessa forma, torna-se inconcebível a ideia de estruras rígidas de trabalho em uma realidade líquida, onde a prioriade não é a permanência.
Ademais, é importante para os Millenials, e beneficia os empregados em geral, que haja proporcionalidade entre a existência privada dos indíviduos e a ocupação profissional, particularidade que ameniza as doenças que poderiam aparecer devido ao trabalho em excesso, como: Depressão, ansiedade, entre outros distúrbios sociais, mentais e físicos. Segundo a socióloga Hanna Arendt, em sua teoria sobre a banalização do mal, eventos ruins que ocorrem com muita frequência, como é o caso do trabalho compulsório comumente estimulado em empresas tradicionais e ultrapassadas, passam a ser normalizados. Desse modo, a falta de flexibilização e gerenciamento saudável das atividades trabalhistas gera indivíduos propensos a desenvolver doenças e, a banalização desses acontecimentos potencializa esses malefícios.
Portanto, faz-se necessário que o Estado, juntamente com canais midiáticos, desenvolva propagandas e anúncios informativos - que serão veículados na internet e televisão aberta, com verbas governamentais - sobre as empresas startups, seus aspectos flexíveis, tecnológicos e a razão de serem preferidas pelos Millenials; visando comunicar à população as oportunidades e condições que as estruturas empresáriais consonantes à evolução da sociedade líquido-moderna oferecem, a fim de que escolham conscientemente o seu estilo de vida. Somente assim a sociedade estará livre da banalização do trabalho compulsório e das duras amarras do modelo corporativo tradicional.