Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 15/05/2021
A Revolução Técnico-Científico-Informacional, ocasionada na segunda metade do século XX, trouxe grandes mudanças à humanidade, sobretudo no âmbito da tecnologia, mas também provocou, certamente, muitas necessidades à sociedade hiperconectada. Nesse sentido, para atender tais exigências, formou-se uma geração com alta capacidade de romper paradigmas e com um enorme potencial criativo — os Millennials —, além de um novo modelo de negócio apropriado para ela: as “startups”. Dessa forma, vê-se a necessidade de uma conjuntura politico-econômica que permita a abragência do tipo de empresa adequado, e que, por conseguinte, viabilize esses benefícios advindos desse grupo — a exemplo da inovação tecnológica.
A princípio, a burocracia, indubitavelmente, torna-se o principal vilão contra o surgimento de “startups”, na medida em que desmotiva o empreendedor a elaborar seu projeto, justamente pela quantidade enorme de barreiras enfrentadas para a fixação do seu negócio no mercado. Nesse sentido, tal adversidade caracteriza-se, conforme o sociólogo francês Émile Durkheim, como um Fato Social Patológico, visto que rompe com a hormonia social e desfavorece o progresso coletivo, de maneira a prejudicar tanto o empresário, quanto o próprio governo, o qual não receberia nenhum retorno, em larga escala, pela não flexibilidade na elaboração desses empreendimentos. Dessa forma, o problema não só atrapalha a criação dessas entidades, mas também perpetua o corporativismo clássico.
Ademais, consequentemente, é notável que há uma extensa margem ainda a ser explorada em relação ao “know-how” da geração do milênio, visto que empecilhos monetários dificultam o desenvolvimento do empreendedorismo no Brasil, ao desincentivar inovações — por carência tecnológica — e fundamentar o trabalho mecanizado e repetitivo. Desse modo, essa despreocupação, por parte do Estado, em garantir investimentos na infraestrutura maquinária adequada, é nociva a atuação dos Millennials, ao inibir a criatividade, pela falta de mecanismos que a tornem aplicável, e pela desistência da possibilidade de estruturação de um mercado inovador extremamente lucrativo.
Portanto, para resolução dessa dificuldade, faz mister a ação conjunta do Banco do Brasil com entidades privadas, as quais incentivem a abertura de “startups”, por meio de rodadas de investimentos em feiras de inovações tecnológicas — com a ação de aceleradoras, que funcionariam como fundo de investimentos e mentorias, além de empréstimos facilitados —, a fim de facilitar o aporte financeiro a essas empresas e estruturá-las no mercadejo, bem como promover o empreendedorismo intríseco na alma dos brasileiros da geração Y. Assim, tornar-se-á possível o aproveitamento dos benefícios provenientes das novidades elaboradas pela criativade adquirida com tendências Pós-Revolução.