Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 22/04/2021

De acordo com o filósofo pré-socrático Heráclito de Éfeso, “nada é permanente, exceto a mudança”. Na mesma lógica do pensador, a dinâmica da sociedade evoluiu ao longo do tempo. Dessa forma, a geração Y, também chamada de “millennials”, está transformando profundamente as relações de trabalho, especialmente, nas empresas emergentes chamadas “startups”. Todavia, nem todas as companhias conseguem acompanhar tais mudanças, dificultando a disseminação dessa mão de obra no mercado. Assim, torna-se necessário analisar os desafios para utilização da geração Y nas empresas e seus potenciais benefícios benefícios para a economia.

Antes de tudo, é importante compreender as diferenças da geração do milênio, nascidas após 1981, e sua relação com o trabalho. Nesse sentido, faz-se relevante destacar os dados do Banco Itaú BBA, segundo o órgão, até 2030, apenas 30% da mão de obra será provida por outras gerações. Nessa perspectiva, é essencial compreender as necessidades desse grupo de pessoas nascidas após 1981, uma vez que constituirão 70% da força de trabalho. Desse modo, baseando-se, principalmente, na tecnologia e na criatividade, esses jovens desejam uma maior participação no processo produtivo. Consequentemente, tal posicionamento confronta-se com os ideais de empresas conservadoras.

Outrossim, é imprescindível que não só as empresas emergentes, mas também as tradicionais optem por essa mão de obra inovadora e produtiva. À vista disso, torna-se essencial analisar o livro A República IV, escrito por Platão, a qual o escritor atribui a Sócrates o posicionamento de que o papel de um filósofo é similar ao de uma parteira, dar luz às ideias. Nessa perspectiva, o ofício da nova geração nas empresas é similar ao referido por Sócrates, trazendo sugestões inovadoras para a empresa com o auxílio da tecnologia. Portanto, a utilização dessa mão de obra constitui-se como uma oportunidade para economia brasileira. Sendo assim, devem ser formuladas políticas que estimulem a contratação desses novos trabalhadores, contribuindo para a inovação corporativa e desenvolvimento do Brasil.

Enfim, mediante o exposto, é mister que diligências sejam tomadas para reverter esse quadro. Logo, cabe ao Ministério da Economia, em parceria com Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDS), financiar o projeto Por Trás das Gerações ( PTDG), cuja principal função, será difundir a utilização das novas gerações nas empresas. Para tanto, esses órgãos devem convidar palestrantes do ramo para explicitar as principais tendências e necessidades de tais grupos sociais, além de explicitar os benefícios de cada um. Ademais, essas aulas devem ser enviadas via correio eletrônico para todo aqueles que possuam o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Destarte, com o conhecimento desses benefícios, mais empresas iriam aderir à essa medida, beneficiando a economia e a geração Y.