Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 12/02/2021
Dentre as muitas percepções veementes de Victor Hugo expostas no livro intitulado “As contemplações” está a de que “O progresso roda constante sobre duas engrenagens: faz andar uma coisa esmagando sempre alguém”. Ao transcender estas palavras do poeta, dramaturgo e político francês para o cenário da atual relação entre as “startups” e a geração “millennials’’, vemos que a ideologia de inovação e flexibilidade atua como conector entre a corrente massa de pessoas e o novo modo trabalhista. Sendo assim, a conjuntura de historicidade de opressão capitalista pela extrema produtividade e concomitantemente com a revolução na maneira sustentável de viver, acabam por explicitar ainda mais este paradigma. Entretanto, quais as engrenagens devem estar alinhavadas para mitigar este problema?
Ao longo da história, projetos expansionistas, como é o caso do Imperialismo Europeu, em que ideologias baseadas no eurocentrismo e no Darwinismo social - teoria esta que corrobora com a dominação de povos considerados retrógrados - fomentaram ainda mais para que o que o sistema produtivo podasse a cooperação saudável entre os trabalhadores. O que impulsionou negativamente a hierarquização trabalhista a subjulgar as camadas economicamente inferiores. Por conseguinte, inferimos que a tendência da geração Y segue na contramão do obscurantismo capitalista, e ao invés de apenas produzir instintivamente, busca a solidariedade entre as pessoas e o bem-estar coletivo.
Ademais, é notório que a insatisfação dessa parcela populacional teve como consequência a mudança gradual nos hábitos diários, em que passou a ser oportunizado produtos ecologicamente corretos, além de uma maior consciência conquanto ao consumismo. À vista disso, é intuitivo a inobservância governamental no que diz respeito à evolução e ao fomento dessas pequenas empresas que hoje são a tendência da geração millennials, assim pondo em risco todo o avanço de consciência social acerca da sustentabilidade da vida humana na terra. Posto isso, é estritamente necessária uma intervenção social de equidade neste impasse para que possamos progredir coletivamente.
Em virtude dos fatos expostos e em consonância às palavras aqui pautadas, conclui-se que o anseio da nova geração por um estilo de vida adaptável e cooperativista é de estrita e inegável importância social. Assim, para ajustarmos essas “engrenagens” é primordial que o Ministério da Economia promova a divulgação e o investimento do novo modo de produzir, vender e consumir, em que seja bonificado estabelecimentos que forem receptivos às novas práticas ecologicamente corretas. Quando conseguirmos alinhavar novas ideias sustentáveis e sociedade como um todo, engrenagens essenciais para a sobrevivência humana, tornar-nos-emos moralmente mais coerentes.