Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 11/01/2021

Com o início da Quarta Revolução Industrial, as tecnologias estão cada vez mais presentes no cotidiano da sociedade, principalmente dos jovens, por terem mais proximidade com a internet. Diante disso, essa aproximação propiciou a criação de um mercado digital, sendo possível trabalhar na internet, com as startups naturais desse meio, tendo a geração dos millenials como a principal participante, com benefícios e malefícios. Assim, no Brasil, esse fenômeno é dificultado pela falta de instrução dos jovens pela escola, e, aos que conseguem se adaptar, podem sofrer com uma falta de preparo emocional, tendo em vista a crescente de distúrbios.

Nesse sentido, é evidente que a escolas brasileiras, principalmente as públicas, não estão preparadas para formar cidadãos que saibam conviver com tecnologias. Como confirmação desse fato, o importante educador brasileiro Paulo Freire ressaltou que o sistema educacional do brasil objetiva a criação de mão de obra, não uma formação intelectual concreta, fator importante para o novo mercado de trabalho. É perceptível, então, que o país esta extremamente atrasado nesse aspecto e precisa agir com efetividade para que se torne possível a capacitação dos jovens.

Outrossim, essa proximidade com a internet pode ser prejucidial, principalmente no século XXI, quando a produtividade e a meritocracia são tão valorizadas. Como exemplo, o sociólogo Byung-Chul Han, na sua obra “Sociedade do cansaço” afirma que os discursos que ressaltam o indivíduo como único agente de seu sucesso ou fracasso, são extremamente danosos. Com isso, por conviverem diariamente com essas tecnologias, os millenials podem sentir uma pressão por não serem tão produtivos, podendo desencadear distúrbios como depressão ou ansiedade.

Portanto, cabe às escolas prepararem seus alunos para os novos mercados de trabalho, por meio da criação uma matéria obrigatória na Base Nacional Comum Curricular, com aulas de robótica, estudando também os algorítimos utilizados pelas redes, para que as futuras gerações não passem pelos mesmos problemas que a millenial.