Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 06/01/2021
Com o advento da Quarta Revolução Industrial, a chegada da internet viabilizou o surgimento das startups, empresas que compartilham, junto com a geração millennials, também chamada de geração Y e nascida entre 1980 e 1996, um setor laboral dotado de flexibilidade e liberdade. Entretanto, essa relação ainda é deficitária por conta de dois fatores principais: o baixo suporte estatal e o conservadorismo social. Em vista disso, esse cenário merece ser debatido com um olhar crítico e interventivo.
Nesse viés, o Estado é falho no que tange a efetivação das startups, pois não concretiza, para a geração Y, o acesso à internet, principal ferramenta de acesso a essas empresas. Sob essa ótica, o governo fragiliza o artigo 4º da Constituição Federal que afirma que a internet é um direito de todos, o que é confirmado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de geografia e Estatística), ao afirmar que 40% da população não possui acesso estável à internet. Nesse plano, analisa-se que os empregos ofertados por essas corporações ficam restritos aos 60%, enquanto que a outra parcela é obrigada a se inserir na empregabilidade tradicional, de maneira que algumas pessoas sejam frustradas profissionalmente por não se adequarem a tal modelo. Desse modo, observa-se a necessidade da real atuação estatal.
Além disso, o conservadorismo social é um empecilho para que as startups sejam ampliadas no mercado. Nessa perspectiva, o G1, portal jornalístico, afirma que 54% da população não confia em corporações virtuais, de maneira que isso acontece porque algumas pessoas da geração millennials, apesar de se interessarem pelos mesmos objetivos dessas empresas, herdaram, da geração anterior, a defesa da tradicionalidade do trabalho. Em vista disso, por não existir um modelo educacional que minimize essa lenta mentalidade, a população desconhece a funcionalidade dessas empresas e, principalmente, suas vantagens, o que alimenta a não aplicabilidade delas. Posto isso, é crucial elaborar mecanismos educativos a fim de atenuar os falsos paradigmas acerca do assunto.
Portanto, ao analisar os dois fatores que corroboram com a deficiente relação entre startups e geração millennials, averígua-se que é necessária a formulação de medidas de embate. Em síntese, o Ministério da Cidadania deve contratar pessoas, por meio de concursos públicos, para efetivar a extensão da internet para a população, em especial para as pessoas da geração Y, de maneira que possam ter contato com as startups. Nesse sentido, serão formados pacotes de dados que serão distribuídos para esses indivíduos após passarem por um processo de cadastramento feito pelos contratados. Além do mais, eles devem promover minicursos para que os beneficiados conheçam, com ambasamento concreto, essas empresas em discussão. Sendo assim, visa-se colaborar para o bem-estar social.