Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 04/12/2020
Pablo Picasso, pintor e escultor espanhol, mostra, em suas obras, durante sua fase azul, um meio social sombrio, dolorido e com valores distorcidos. De maneira análoga às intenções artísticas do cubista, a jornada de trabalho contemporânea é uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Com isso, urge a necessidade de debater sobre a relação das startups e a geração Millennials, seja pela importância do autocuidado ou pela inserção tecnológica no setor laboral. Primeiramente, é essencial destacar que o mercado de trabalho opressor e desgastante do século XXI, induz grande parte da juventude a migrarem para trabalhos mais flexíveis, a exemplo das startups. Isso, porque essas modernas empresas oferecem uma atmosfera atual, criativa, lucrativa e, principalmente, menos estressante. Fato esse, de imensa relevância para a nação, já que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil lidera o ranking mundial de depressão e ocupa o primeiro lugar nos índices de ansiedade da América Latina. Dessarte, é imprescindível a implementação de mudanças no quadro trabalhista.
Outrossim, a geração Y nasceu em uma era pós-toyotismo, de modo a sofrer influências desse modelo. Sendo que, o Toyotismo é caracterizado, primordialmente, por expediente flexível, alto investimento tecnológicos e automação dos serviços. Dessa forma, é explicada a identificação ocorrida entre os trabalhadores jovens e esses tipos de corporações. Ademais, devido ao caráter inovador e fluido das startups, elas possuem altas chances de crescimento e já se encontram em posições de destaque no âmbito financeiro mundial. Afinal, como afirma Steve Jobs, criador da Apple: “a tecnologia move o mundo”.
Infere-se, portanto, que esse novo ramo laboral é benéfico para a saúde mental dos individuos e para o quadro econômico. Assim, cabe ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social( BNDES), em parceria com Organizações Privadas, fomentar a instalação de instituições com esse formato. Por meio, do oferecimento de verba para reconfiguração de estruturas empresariais arcaicas em uma modelagem mais funcional - por intermédio da concessão de empréstimos, de investidores e consultores, no decorrer do processo de modificações. Com o fito de asseverar uma modernização das firmas no país.