Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials

Enviada em 28/10/2020

No filme “Os Estagiários”, é retratado um ambiente dinâmico de trabalho em uma das maiores startups do mundo: Google. Essa obra traz, também, um fluxo elevado de jovens adultos imersos nas tecnologias como complemento a um exercício laboral efetivo. Em contexto real e hodierno, essa longa aborda mais fatos que ficções, já que a massa social economicamente ativa constitui maioria de mille- nnials, o que direciona as grandes empresas a se moldarem à essa geração. Assim, isso é verídico tanto pelo advento tecnológico, quanto pelas mudanças ideológicas dessa parcela social.

Previamente, a geração Y -pessoas com idade aproximada e entre 24 e 39 anos- constitui o primeiro grupo a sofrer os impactos da revolução tecnico-cientifica informacional. Nesse viés, possuem uma mentalidade mais digital, líquida -conceito explicitado por Baumam- e coletiva. Além disso, está o choque entre a estabilidade arcaica e a fluidez da autonomia e partilha de conhecimentos. Dessa forma,

no romance “O Fantasma”, é visível esse embate quando Charles, personagem com renomada carreira

na arquitetura, sai da construtora na Europa, onde havia liberdade criativa, e vai para matriz em Nova York, onde os projetos são os mesmos e as condições de trabalho são exaustivas. Posto isso, é notória a atratividade das startups, com sua oferta de equilíbrio entre lazer e produtividade, para os millennials.

Em segunda análise, a mudança no foco de prioridades dessa classe adulta contemporânea expan-

de a necessidade de uma adaptação social. Nesse ínterim, não bastam bons salários para uma geração mais engajada na defesa de minorias e do meio ambiente, é preciso a oferta de independênci-as e sentimento de prazer no que está sendo feito. A título de exemplo, pode-se fazer uma analogia entre o modelo de produção fordista em detrimento o toyotista. O primeiro representa as empresas clás-

sicas com suas linhas de montagem defasadas -que atende as massas com produtos iguais. Ademais, o segundo faz jus a flexibilidade de produção e protagonismo das demandas consumistas, bem como exigências para uma boa execução da mão de obra: assim como a geração y para com as startups.

Logo, fica claro a grande relação entre corporações e nascidos em meadas da década de 80 até  95.

Assim, é impreterível a solidificação desse vínculo. Para tanto, os órgãos do Estado, responsáveis pelo desenvolvimento e tecnologia, devem criar incentivos para a adesão da dinamicidade corporativa em setores públicos e privados. Essa ação poderá ser realizada, além pelo intermédio de isenção de impostos por um ano a quem aderir esse processo de fluidez, no intuito de atender a demanda de mer-

cado, através de feiras e palestras, com uso das mídias, com evidente sucesso das startups. Nessa lógica, tanto a tv aberta quanto a internet poderão ser utilizadas para atingir empresários. Dessa maneira, o fito em expandir lugares como o trazido em “Os Estagiários” poderá ser alcançado.