Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 14/06/2020
No filme “A Rede”, é retratada a gênese da rede social — e atualmente startup — Facebook, que idealizada por um jovem da geração Millennials, revolucionou a comunicação via internet no planeta. Nesse panorama, é evidente o impacto da emergente relação entre o gerenciamento de startups e indivíduos nascidos na década de 1990, os quais, na contemporaneidade, almejam ascender profissionalmente por meio de empresas com propostas modernas. Acerca desse tema, dois tópicos se destacam: a escolarização juvenil e o apoio familiar. Portanto, em vista de esclarecer a sociedade brasileira sobre a importância dessa pauta, um debate deve ocorrer.
Deve-se pontuar, de início, que as startups necessitam de um jovem profissionalizado. Segundo Arthur Lewis, a educação é um investimento o qual a importância deve ser reconhecida para que haja retorno. Na perspectiva do economista, é inadmissível negar escolarização a um cidadão que aspira ingressar nas startups, todavia, o atual quadro brasileiro no qual o tradicionalismo permeia as universidades, inovações tecnológicas não são discutidas em determinados cursos, pois essa iniciativa não é tradicionalmente vinculada, a exemplo, aos bacharelados, sem normas as quais norteiem o corpo docente a ampliarem as noções de ensino para se adequarem às demandas do mercado de trabalho. Assim, a inércia no método educacional prejudica a interação entre Millennials e startups.
Ademais, a família é importante para o ingresso dos jovens Millennials em empresas startups. Na obra “A família do futuro”, é retratada a trajetória de uma criança que, incentivada pelos familiares, obtém êxito em seus projetos tecnológicos. Apesar da narrativa ser fictícia, a notabilidade das influências parentais nos projetos juvenis é realidade, logo, na ausência do reconhecimento familiar do potencial do Millennial que almeja trabalhar em uma startup, um funcionário em potencial é descartado devido os entes, que pertencem a gerações anteriores com diferentes valores, descreditarem esse atual modelo empresarial, o qual diverge dos padrões trabalhistas do século XX. Infelizmente, a família prejudica o engajamento do jovem nesse ramo devido conceitos laborais ultrapassados.
Diante dos argumentos expostos, há urgência de soluções. Primariamente, o Ministério da Educação deve incluir, como temática a ser abordada nos cursos desvinculados diretamente ao ramo tecnológico, como os bacharelados, a utilização de tecnologias vinculadas às atuais demandas básicas das startups, por meio de disciplinas ministradas por especialistas nesse âmbito, a fim de preparar todo jovem estudante, independente da área de conhecimento, para esse novo modelo empresarial. Em seguida, as prefeituras devem criar campanhas que elucidem a sociedade sobre o funcionamento de startups. Então, por intermédio de tais medidas, histórias como “A Rede” se tornaram mais comuns.