Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 14/06/2020
A guerra fria foi responsável por um amplo avanço na tecnologia mundial, gerando uma nova revolução industrial de cunho comunicativo e informacional. Dessa forma, modificaram-se as relações de trabalho dos nascidos ao final desse período. Assim, do ano 1979 ao ano 1995, nasceu a geração dos Millenials. Essa geração desenvolveu-se criando e preferindo participar de startups, ou seja, empresas iniciadas com pouco investimento, mas com propostas de tecnologia inovadora e de modelo trabalho flexível. Nesse contexto, muito se debate acerca das relação das startups com a geração de Millenials. Sobre isso, é importante destacar os possíveis problemas psicológicos gerados por essa tendência trabalhista e de pensamento, assim como é vital atentar-se à tendência de flexibilização trabalhista que esse viés empresarial propõe e seus impactos na sociedade moderna.
Primariamente, essa geração mais moderna têm sentidos os impactos do universo tecnológico e informacional que vivemos. Dentre eles, destaca-se a questão psicológica de um mundo na qual a preferência é pela flexibilidade. Isso é reiterado pela noção sociológica de Zygmunt Bauman, que relaciona a vertente atual tecnológica como um mundo fluido permeado por instabilidades, dessa forma, gerando agravamento de quetões psicológicas como a depressão e a solidão. Nesse interím, as startups são a materialização da fluidez da sociedade, logo, são uma fonte instabilidade e de possíveis problemas psicológicos para os Millenials.
Secundariamente, a flexibilidade das startups para esses jovens mostra uma tendência mundial de fleibilização do trabalho, precarizando o serviço, e que leva a mazelas sociais. Acerca disso, cabe o conceito sociológico da Uberização do trabalho, ou seja, um trabalho por demanda, sem vínculos empregadiços, assim, precarizando o serviço. Desse modo, as startups oferecem esse modelo, ou seja, uma uberização que complica o alcance de uma estabilidade fundamental para formar uma família ou para seguir aprofundando os estudos, impactando diretamente os Millenials e sua sociedade. Logo, essa tendência à instabilidade gera risco de mazelas sociais iminentes, como a exploração excessiva.
Nesse contexto, a relação das startups com os Millenials é permeada de problemáticas psicológicas e sociais, necessitando de resolução. Para tal, é necessário que o Ministério da Educação, órgão que gere a educação a nível nacional, desenvolva a educação psicológica e a social dos alunos. Para isso, é necessário que se desenvolva um trabalho de leitura e debate literário agregado às aulas de filosofia, de forma a desenvolver no estudante a importância do cuidado psicológico e da luta pela manutênção e pela valorização do trabalho formal e estável, mesmo no contexto tecnológico atual, para que seja possível a conciliação entre o trabalho desse modelo de empresa e a sociedade atual.