Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 13/06/2020
O psicanalista Erich Fromm afirma que “o perigo do passado era que os homens se tornassem escravos. O perigo do futuro é que se tornem autômatos”. Entretanto, ao contrario do que evidencia Erich, tem-se observado um crescente movimento das novas gerações à procura de flexibilização e modernização do trabalho, sobretudo nas startups. Assim, é de suma importância o debate sobre esse novo mercado e como ele pode afetar positivamente a sociedade.
Em primeiro lugar, movidos por um mercado empreendedor, as startups procuram aliar tecnologia, sustentabilidade e versatilidade para facilitar a vida cotidiana. Devido a alta taxa de desemprego, sobretudo o de jovens, a geração Y foca em qualificação profissional a fim de ingressar no mercado trabalhista. De acordo com levantamento do Ministério da Educação, o Brasil apresenta cerca de 8 milhões de estudantes no nível superior, censo que cresce a cada ano. Dessa forma, esses profissionais impulsionam veementemente esses negócios.
Ademais, a quantidade de capital envolvida nesse meio é significativa. Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), o Brasil já possui 11 dessas empresas que atingiram o valor de mercado de 1 bilhão de dólares. Aplicativos como Ifood, 99, Nubank e Gympass são exemplos de como esse ramo é lucrativo e apresenta enorme perspectiva de desenvolvimento futuro.
Portanto, é fundamental que essas entidades sejam incentivadas, o que contribui para a renda nacional. Dessa maneira, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações deve apoiar financeiramente micro-empresas desse campo, por meio de empréstimos inciais à projetos que apresentem perspectiva de crescimento, a avaliação será feita por uma equipe multiprofissional de especialistas em empreendedorismo e tecnologias, a fim de que possamos contrariar o pensamento de Fromm e continuemos inovando as formas trabalhistas mundiais.