Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 12/06/2020
Após a consolidação do mundo regido pelos meios técnico-científico-informacionais — pós 3ª Revolução Industrial —, novas perspectivas sociais incipiaram e que, na contemporaneidade, se concretizaram. Isso se reifica pelos novos padrões de empresas, as startups, e o imodesto uso de aparelhos eletrônicos pela geração y, ambos com lados negativos alarmantes para a sociedade. É possível afirmar que não só a gênese de um comodismo individual, mas também o aumento do consumo populacional fomentam o status quo: um efeito prejudicial às pessoas e ao meio ambiente.
De acordo com o sociólogo alemão Karl Marx, o homem é um mero produto do meio. Analogamente a issso, a difusão das startups, as quais são caracterizadas pela flexibilização de horários e por uma menor cobrança para com os integrantes da instituição, propicia uma inerente falta de comprometimento e diminuição da capacidade de lidar com as pressões da vida humana. A partir desse ponto de vista, é altamente nocivo que as gerações do futuro se acostumem com tais características atribuídas a si.
Ademais, a constância de usufuir ferramentas da modernidade, sobretudo pelas Millennials, fomenta ainda mais empresas a produzirem, isso em detrimento da preserveção e racionalização dos recursos da Terra. Conforme a filósofa americana Hannah Arendt, em seu conceito de “banalização do mal”, uma ação perniciosa repetida várias vezes se torna resignável. A priori, é preocupante que jovens modernos, em meio a tanta informação disponível, não se posicionem em prol do planeta, mas sim em benefício material prórpio.
Destarte, é dever do Estado atuante de cada nação, no âmbito de ministérios influentes, em consonância com as instituições de ensino, conscientizar a população por intermédio de palestras e campanhas midiáticas acerca da deleteriedade do panorama do consumo do século XXI e também na má formação de pessoas de ofício nas “empresas do futuro”. Espera-se, com isso, não apenas uma maior harmonia do homem com a naturezas, como também uma mudança na postura das startups em relação aos seus funcionários.