Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 06/06/2020
Ao final do século XX, o mundo tornava-se mais dinâmico e interligado, consequência da terceira revolução industrial, a qual trouxe inovações tecnológicas capazes de conectar pessoas e transmitir informações em uma velocidade até então inatingida. Influenciados por ela, as “startups”, empresas jovens e com uma visão disruptiva dos meios tradicionais de produção, e os “millennials”, pessoas nascidas durante aquele período, relacionam-se de forma simbiótica, de forma a compartilhar interesses econômicos, modo de vida e opiniões sobre problemas globais.
Primeiramente, é importante destacar que a gerência de negócios típica das “startups” é extremamente atraente para o mercado de trabalho mais jovem, conforme levantamento realizado pela ABStartups, Associação Brasileira de Startups. Segundo ela, os profissionais dessas empresas procuram crescimento rápido aliado à informalidade e à descontração. Nesse sentido, os “millennials” identificam-se com esse perfil proativo e e inovador para alcançarem seus objetivos econômicos. Além disso, a cultura despojada e a falta de procedimento burocráticos estimulam a participação deles, enquanto percorrem o caminho para suas autonomias financeiras.
Outrossim, as “startups” e os “millennials” também dividem uma visão de mundo mais crítica e engajada, preocupada em solucionar problemas globais abandonados pelas gerações anteriores. Nesse seguimento, utilizam de suas forças de trabalho e da tecnologia para promoverem campanhas e posicionamento político sobre questões das quais compartilham opiniões. Exemplo disso é o projeto Legado, da ABStartups, que é um programa voltado à iniciativas de impacto socioambiental positivo. Desse modo, alcançam um sentimento de satisfação e conquista que ultrapassa os âmbitos de labor.
Portanto, é mister que medidas sejam adotadas para manter a relação das “startups” e a geração “millennials” positiva e produtora. Para isso, deve o Governo Federal promover, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e verbas ministeriais, o fomento de incubadoras de empresas “startups” em centros universitários e de tecnologia, de modo a impulsionar a mão de obra qualificada diretamente ao mercado de trabalho adequado. Ademais, deve também produzir cursos de aperfeiçoamento e reciclagem de profissionais mais velhos, para que esses qualifiquem-se para ingressar nesse tipo de empresa.