Debate sobre a relação das startups e a geração de Millennials
Enviada em 04/06/2020
Martin Heidegger, filósofo alemão, alertou, em 1950, sobre uma crescente ‘‘maré de informação’’. Ao passo que cativaria a atenção de uma forma que o pensamento computacional se tornaria uma maneira prevalente de pensar. Nesse sentido, urge a necessidade de analisar o debate sobre a relação das startups e a geração de Millenials. Essa observação, desse modo, evidencia as novas dinâmicas do mundo orgânico do trabalho, além de expor uma realidade de exclusão social.
Em princípio, Charlie Chapplin, no filme ‘‘Tempos Modernos’’, teceu uma crítica direcionada, sobretudo, à repetição de ações que o trabalhador fabril, do início do século XX, estava sujeito. Na contemporaneidade, por sua vez, o fordismo, do tempo de Chapplin, tem sido substituído por outros modos produtivos, seja pela crescente ausência de um espaço físico exclusivo para o funcionamento do empreendimento, seja pela flexibilidade da jornada de trabalho. Nesse contexto, insere-se a geração Millennials e as startups, em um ambiente em que novas dinâmicas das relações trabalhistas sobrepujam relações clássicas do mundo orgânico do trabalho.
Outrossim, Milton Santos, geógrafo brasileiro, afirmava que a globalização é um fábula, uma vez que as benesses do desenvolvimento econômico são direcionadas, quase que exclusivamente, aos mais abastados. Nessa perspectiva, ao entender que as startups são produtos dessa globalização, por serem processadas, majoritariamente, pela conexão via rede, percebe-se, portanto, que nem todos estão alinhados a essas novas empresas. Prova disso, o IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas- demonstrou, em 2019, que um em cada quatro brasileiros não possui acesso à internet, por exemplo. À vista disso, percebe-se que esse contexto revela uma situação de exclusão social fomentada pela ausência de uma partilha equitativa de conquistas, especialmente, as tecnológicas.
Logo, é mister que o Estado mude esse quadro. Para tanto, é fundamental que o Poder Executivo realize programas sociais, por meio de verbas governamentais, com o intuito de que a relação da geração millennialls e startups seja mais igualitária entre todos. Ademais, é imprescindível que esses programas sejam feitos da seguinte forma: criação de centros comunitários, em bairros carentes, destinados ao acesso à internet, além de desenvolver um mapeamento das regiões que não possuem computadores conectados via rede e, consequentemente, disponibilizar pacotes de wi-fi gratuitos. Dessa forma, mitigar-se-ão os emblemas que permeiam o tecido social concernente a essa questão