Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 12/01/2021
Não é de hoje que alguns cursos são disponibilizados fora das salas de aula, porém, com o avanço tecnológico, o ensino a distância tem se propagado com maior facilidade, até mesmo pela própria maior acessibilidade, o número de estudantes por EAD (Ensino a distância), aumentou em todo o Brasil, entretanto, a qualidade de formandos pela modalidade caiu, mostrando a necessidade de investimentos em uma reforma na matriz curricular dos cursos de licenciatura do país para este novo modelo de aprendizado.
A princípio, alunos que estudavam a distância faziam tal escolha por não pertencerem a uma cidade que disponibilizava polos univeristários, mas que ainda assim queriam cursar o ensino superior. Atualmente, muitos destes estudantes são pessoas que não tiveram a oportunidade anteriormente de ingressar em uma universidade, segundo o censo ead de 2016, 49% dos estudantes desta modalidade têm entre 31 a 40 anos de idade.
Entretanto, mesmo com a alta demanda de cursos online, não há ainda aulas instauradas dentro das universidades que preparem os professores para o ensino à distância. Nesta perspectiva, uma pesquisa publicada pelo Diário do Nordeste, diz que 83% dos professores não estão preparados para as alas online, implicando respectivamente na qualidade de formação dos alunos.
Logo, percebe-se que é necessário que haja um investimento por parte do Ministério da Educação e das universidades privadas na reforma a ser feita nas grades curriculares dos cursos de licenciatura, para formar professores capacitados para darem aulas fora do ambiente universitário, de forma que isso não acarrete na qualidade do ensino de um aluno que estuda a distância, assim também sem prejudicar a carreira profissional do indivíduo que está se formando.