Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 19/11/2020

Aprender, educar e ensinar. São verbos desafiadores presentes no cotidiano de inúmeras famílias brasileiras. Nessa perspectiva, pode-se inserir o processo educacional como direito e dever dos cidadãos, respaldados na Constituição Federal (CF) de 1988. No entanto, observa-se profundo descompasse no aspecto qualitativo entre o ensino presencial e o virtual das universidades. Logo, convém dialogar os graves entraves relacionados à formação profissional de ensino superior a distância.

Primeiramente, pode-se identificar a inabilidade das três esferas governamentais - federal, estadual e municipal - no que se refere à gestão e a ascensão dos indicadores de melhorias no ensino. Dentre estes, cita-se a modalidade remota no ensino superior como uma ferramenta de frágil mensuração em relação à qualidade profissional.  Prova disso reside na baixa posição do país a nível internacional, que ocupa a 65º posição entre os 79 países avaliados, segundo dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA). Nesse viés, é fundamental uma reestruturação das metodologias de ensino presencial e a distância, uma vez que existe um hiato explícito para a obtenção de uma excelente instrução nacional. Assim, é oportuno a implantação de variáveis objetivas que visem ampliar o nível de assimilação de conhecimentos, com a intensão em modificar essa conjuntura.

Por conseguinte, ratifica-se um expressivo déficit nas graduações presenciais, apesar de possuir inúmeros indicadores de aptidão - mensuráveis na presença física, em debates, nas provas teóricas e práticas - quando comparada ao ensino à distância. Logo, pode-se inferir que esse tipo de formação  pode reverberar negativamente na assimilação de conhecimento, justificado, em partes, pelas limitadas exigências inseridas nesse tipo de estudo, respaldado nas diretrizes curriculares do Ministério da Educação (MEC).  Dessa maneira, é conveniente reformular as normas institucionais para expandir a aquisição de conhecimento nesse ambiente cibernático, compatíveis com o perfil da revolução industrial vigente. Por isso, a modificação de indicadores e vital para competir nessa nova era globalizada.

Fica clara, portanto, a necessidade de aumentar o nível de instrução do ensino superior à distância. Para isso, o MEC, órgão federal responsável pela gestão da educação, deve implementar uma avaliação teórica após a conclusão da graduação à distância, por meio de questões objetivas - com ponte de corte mínimo de 70% de acertos - sendo pré-requisito para adquirir o diploma, com o intuito de nivelar e qualificar os futuros profissionais. Em adição, a solução a longo prazo requer a conscientização da população acerca da importância do contínuo aprendizado, com uso de todo aparato tecnológico presente, como capacitações periódicas.