Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 18/11/2020

Com a crise do novo coronavírus instalada no Brasil, novas formas de integração foi empregada graças ao avanço do meios tecnológicos. Com isso, foi possível manter a normalidade de algumas atividades tidas como essenciais relacionadas ao trabalho e educação. Entretanto, esse processo não foi realizado de forma homogênea, visto que, uma parcela da população não desfruta desses benefícios, colocando em xeque os debates acerca da qualidade de ensino a distância no Brasil. Diante disso, a dificuldade de socialização, atrelada à falta de estrutura, intensificam essa problemática.

Em primeira análise, a carência de interação social interfere significativamente no desenvolvimento técnico e pessoal do indivíduo. De acordo com o filósofo Aristóteles: “O homem é um ser social, porque é um animal que precisa de outros da mesma espécie.” A respeito disso, quando ocorre a migração do ensino presencial para o virtual, há uma ruptura no ciclo de relações que antes era dada de forma direta. Com isso, o aluno em questão, deixa de fazer parte dessa troca de experiências, no qual contribui para seu processo de formação, e na ausência, afeta seu desempenho.

Ademais, a falta de recursos estruturais acarreta em um distanciamento cada vez mais dos centros de educação. Dito isso, é visto que, ainda há diversos entraves no que se refere ao acesso de bens e serviços em regiões que não possuem o mesmo prestígio como os centros urbanos, sendo assim, afetadas pelo abandono estatal. Isso vai de encontro à Constituição Federal Brasileira que diz:“ Educação, direito de todos e dever da família, será promovida e incentivada com colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para a resolução dessa conjuntura. Logo, o Governo Federal deve investir na educação mista, através do direcionamento da verba para que instituições possam ter estruturas para inserir atividades extras em grupo, a fim de se obter uma maior interação pessoal. Além disso, levar ferramentas, por exemplo, internet de qualidade para regiões afastadas dos centros urbanos, mediante parcerias com empresas privadas especializadas, para que todos possam ter condições mínimas de ensino. Dessa forma, o progresso social acompanhará o avanço tecnológico.