Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 19/11/2020

A cada ano que se passa, o Ensino a Distância (EAD) no Brasil recebe mais ingressantes. Nos últimos anos, houve a valorização do ensino superior, em que as pessoas graduadas têm mais direitos trabalhistas e maior remuneração, induzindo a procura de uma formação acadêmica sem o intuito de realmente aprender, e sim de apenas ter o diploma, trazendo como efeito a formação de profissionais desqualificados.

Pode-se mencionar que o aumento de profissionais formados, causa uma superlotação no mercado de trabalho, pelo fato de haver muitas pessoas para poucos cargos. Com a graduação excessiva e inferior de novos especialistas pela modalidade EAD, desvaloriza-se os indivíduos que tiveram um esforço maior na categoria presencial. Ademais, profissionais má formados oferecem riscos á sociedade, por serviços defeituosos.

Em contrapartida, o Ensino a Distância pode ajudar quem busca realmente aprender. Uma vez que é possível acompanhar as aulas sem necessariamente um horário fixo, flexibilizando a rotina de quem precisa trabalhar ou tem outros afazeres. Entretanto, para se ter qualidade e haver a formação de um profissional qualificado, é necessário disciplina e comprometimento com a rotina estudantil on-line, e infelizmente, a maioria das pessoas negligenciam isso.

Em virtude dos fatos mencionados, para que haja um Ensino a Distância de mais qualidade e sem a necessidade de limitação de vagas (a fim de que as pessoas não percam a oportunidade de ter um ensino superior), o MEC (Ministério da Educação) faria um projeto em que exigiria das faculdades provas mais elaboradas para alunos EAD, exames nacionais periódicos para avaliar o desempenho e estimular o ingresso na modalidade presencial, que traria como efeito um Ensino a Distância de qualidade e incitação para o modo presencial.