Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 16/11/2020
A modalidade Educação a Distância (EAD) cresceu ao longo dos anos no país. Foram 230 mil escritos a mais no ano de 2017 se comparado a 2016. Atualmente, faculdades que ofertam esse modelo tornam cada vez mais atrativas a flexibilização de horário, porém sob outro viés, lançam profissionais cada vez mais despreparados ao mercado de trabalho. Fatores como evasão dos alunos, apesar do número crescente de matrículas, além da ausência de interação entre aluno - professor, contribuem para esse despreparo.
Segundo o Censo da Educação Superior, a evasão no EAD é de 62,2%. Isso se deve a aspectos como infraestrutura, haja vista, que muitos estudantes não detém de internet e impressora para impressão do material, o que gera altos custos, ademais, na administração do tempo, já que alguns discentes dividem espaço com a rotina de trabalho. Por conseguinte,apesar de uma proposta de ensino acessível, tal método tem se mostrado cada vez mais elitista e limitado a uma parcela social.
Outrossim, a interação é caracterizada pela troca de experiências e conhecimentos entre membros de um grupo. Todavia, no formato a distância, esse conceito é fragmentado, uma vez que, a relação aluno - professor é baseada em um ambiente virtual. Diante disso,problemas como a demora em resposta de exercícios, esperas na disponibilidade do tutor na plataforma, bem como a ausência na proximidade entre colegas de classe são alguns exemplos comuns. Dessa maneira, há um crescente desistímulo na vida estudantil, o que consequentemente, contribui para a saída da formação superior.
Dessarte, portanto, torna- se questionável a qualidade da modalidade EAD, tendo em vista seu comportamento restritivo, isto é, destinado exclusivamente a um segmento da sociedade, como também delimita o acadêmico de um das melhores experiências durante sua formação, os vínculos sociais. Sendo assim, o MEC, em convênio a Instituições particulares devem aplicar políticas públicas para a permanência do discente na Universidade, através da oferta de modem de internet, empréstimos de notebooks e apoio psicológico, ofertado por editais no próprio site do Ministério da Educação,para aproveitamento total de seu curso. Dessa forma, profissionais mais capacitados serão inseridos no meio laboral.