Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 17/11/2020

O ensino não presencial atual evoluiu dos estudos por cartas do século passado. “O mundo de Sofia”, livro de Jostein Gaarder, retrata bem essa antiga modalidade, apesar de no livro o aprendizado da personagem estar atrelado à qualidade do professor. Sendo assim, urge que medidas sejam tomadas para minimizar a falta de qualidade no ensino superior a distância no Brasil, causado não só  pelo difícil controle de desempenho dos alunos, como também pela pela baixa qualidade dos professores.

Em primeiro plano, vale salientar que no ensino tradicional as avaliações são muito menos facilmente burladas que no a distancia. Tal fato é possível devido à função multitarefa dos celulares e computadores, a qual permite o usuário usar vários aplicativos ao mesmo tempo, ou seja, o permite realizar a prova ao passo que pode pesquisar as respostas. Desse modo, valendo-se da visão de Hobbes, filósofo inglês, podendo-se burlar as regras o aluno o faria, já que aquele dizia que o homem é mal por natureza.

Ademais, é imperioso ressaltar a baixa qualidade dos professores que ministram as aulas a distância na realidade acadêmica atual. Isso é explicado pela ocupação majoritária dos doutores em faculdade presenciais, fazendo com que a docência fique à cargo de mestres que não conseguiram empregos na outra modalidade. Dessa forma, os professores das faculdades a distância reduzem drasticamente a qualidade do curso.

Destarte, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Para tanto, o Ministério da Educação deve exigir dos cursos a distância que as provas deverão ser feitas presencialmente, por meio da alteração dos requisitos para ser credenciado por ele, a fim de garantir que as avaliações não sejam facilmente burladas e com isso levará os alunos a estudarem mais, melhorando o ensino. Além disso, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira deve realizar provas que avaliarão a qualidade dos mestres, e que tornará inapto ao exercício da docência o que falhar, valendo-se de uma medida provisória que o Parlamento aprovará, atenuando a baixa qualidade do ensino a distância no Brasil.