Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 15/11/2020
A modalidade de ensino a distância (EAD) vem crescendo no Brasil desde 2016. Os alunos buscam no EAD um ensino de qualidade com um custo que possa caber no seu orçamento familiar. No entanto, mesmo que o Ministério da Educação tenha várias exigências para o funcionamento dos cursos a qualidade desta modalidade de ensino vem sendo muito questionada.
As universidades ofereçem cursos não presenciais muito mais barato que uma graduação tradicional. O preço mais baixo mais a econômia de não precisar gastar com passagem ou com alimentação vem atraindo um número enorme de estudantes. Além disso, no ato da matrícula é informado ao aluno que ele terá acesso remoto as aulas em plataformas e os professores são qualificados e acessiveis para retirar suas dúvidas caso seja necessário.
O aluno ao participar de um curso a distância precisa ter o hábito e a disciplina para assistir as aulas. Porém muitos não conseguem ter um bom rendimento após um dia cansativo de trabalho. Além disso, aulas são gravadas e o professor não está presente para retirar dúvidas quando surgem. Somada a uma plataforma que não tem a qualidade que foi oferecida dificultam ainda mais o processo de aprendizagem.
Quando chega ao término do curso ele realiza o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes e descobre que o seu desempenho foi muito inferior aos alunos da graduação tradicional. Então ele não entende o resultado, uma vez que o seu curso precisa sequir os requisitos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação e as normas dos conselhos, como o de biologia, enfermagem, farmácia e outros, como foi possível ter tantos alunos com resultados abaixo da média. Portanto, o Ministério da Educação deveria realmente fiscalizar essas instituições para que elas ofereçam um ensino de qualidade. Caso isso não aconteça o aluno continuara sendo o maior prejudicado.