Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 14/11/2020
O ensino a distância ganhou reconhecimento e credibilidade em 1996, com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), com seus métodos educacionais buscando atingir um público para facilitar a formação com aulas não presenciais. No entanto, fatores como a falta de capacitação docente e a desigualdade social comprometem esse método de ensino no país.
Primeiramente, é importante ressaltar que, segundo dados do site EAD, dos cerca de 7 milhões de estudantes universitários, mais de 1,1 milhão estão matriculados em graduações EAD. No entanto, o desenvolvimento profissional ainda é um desafio para essa modalidade, tendo em vista que em muitas regiões, ainda não foi implantada uma capacitação apropriada para o corpo docente ou mesmo para os demais profissionais envolvidos nas atividades, o que resulta não só em um ambiente inadequado de aprendizagem para os alunos, como também em uma experiência frustrante para os próprios professores.
Ademais, segundo dados do Instituto Brasileiro De Geografia e Estatística(IBGE), 70 milhões de brasileiros têm acesso precário ou até mesmo, nenhum acesso à internet. Tal fato reduz drasticamente a qualidade desse ensino para esta parcela da população, visando a falha da conexão durante as aulas, o que compromete o aprendizado e , consequentemente, a formação desses indivíduos.
Nota-se, portanto, a necessidade de uma intervenção do Ministério da Educação, por meio da criação de cursos que capacitem os profissionais que atuam nessa modalidade de ensino, possibilitando uma melhor formação dos universitários. Além disso, cabe ao Governo Federal, tornar possível o acesso à internet por toda a população, por meio de um maior investimento na infraestrutura dessas áreas sem conexão e a Desse modo será possível reduzir a desigualdade que prejudica esses estudantes e aprimorar a qualidade desse método de ensino.