Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 14/11/2020
O ensino a distância tem ganhado espaço entre as pessoas que desejam fazer o curso superior, mas não têm tempo. Contudo, o debate acerca da qualidade dele ainda é grande, uma vez que ele sofre desafios como a falta de aptidão dos professores com o EAD e a ausência de desempenho dos alunos para ser excelente.
Em primeira análise, os docentes não têm qualificação a fim de ensinar a distância. A BBC News Mundo, em 2020, publicou um desabafo de um professor que não queria dá mais aula “online” por ter dificuldade de conseguir a atenção dos discentes. Por esse viés, é inegável a falta que faz uma preparação desde a universidade de como deve ser o lecionado o EAD, em consequência disso, o professor não ensina de forma qualificada. Outrossim é que não há desempenho por parte dos alunos quando estudam via EAD. O site do INEP divulgou uma pesquisa no ano de 2020, que aponta cerca de 30% dos universitários fazem ensino a distância. Entretanto, apesar dos números estarem crescendo, não é certo afirmar que os estudantes estão aprendendo. Sem a presença dos professores, os alunos tendem a desistir quando surge dificuldade por não ter esclarecimento de dúvidas com eles.
Portanto, medidas são necessárias para erradicar a falta de qualificação dos professores e a ausência de desempenho dos alunos. Para isso, cabe ao Ministério da Educação habilitar aulas de como ensinar a distância nos cursos de licenciatura, por meio de uma reforma no currículo da grade, com a finalidade de capacitar os professores a lecionar pelo EAD. Ademais, as universidades que disponibilizam o ensino a distância devem abrir um canal para esclarecer dúvidas, por intermédio de grupos no whatsApp, com o fito de aumentar o aprendizado dos alunos. Assim, a qualidade do ensino superior a distância no Brasil será de excelência.