Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil
Enviada em 14/11/2020
No documentário “O futuro da aprendizagem”, de Manuel Castells, é retratada uma nova forma de ensino contemporânea, a qual é cercada pela tecnologia e os alunos encontram-se em meios físicos e virtuais. Nesse viés, a narrativa expõe os benefícios do Ensino a Distância (EAD). Desse modo, alheio ao âmbito ficcional, o EAD é fundamental no Brasil, pois ele democratiza o acesso ao conhecimento, mas a educação virtual não acompanhou o rápido crescimento de alunos adeptos dessa modalidade de aprendizagem.
Mormente, o ensino por intermédio virtual proporcionou acessibilidade educacional em áreas extremas. Nesse sentido, segundo o Ministério da Educação, posteriori a implementação do Ensino a Distância (EAD), houve um aumento de aproximadamente 40% de ribeirinhos na faculdade. Analogamente, em 2017, a Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED), divulgou que em oito anos o número de matrículas EAD foi de um pouco além de meio milhão para mais de sete milhões. Logo, frente aos dados supracitados, transparece uma exorbitante importância do EAD para o Brasil, pois ele devido sua maleabilidade acaba por viabilizar o ensino em regiões com déficit de acesso, permitindo o ingresso no curso superior para grande parte da sociedade.
Ademais, a educação a distância tem um nível de qualidade insatisfatório na república federativa do Brasil. Sob esse prisma, de acordo com o G1, os alunos do ensino superior virtual tem uma lacuna educacional de aproximadamente 42% em relação aos estudantes dos cursos presenciais. Paralelamente, para Noam Chomsky, que é linguista e professor, o ensinamento a distância por meio de ferramentas virtuais é desgastante para os professores e esfacela a educação, degradando ainda mais o quadro educacional contemporâneo. Com isso, diante do dado e do pensamento supramencionado, nota-se que é totalmente justificável um debate sobre a qualidade do EAD no Brasil, pois os estudantes dessa recente modalidade de ensino podem estar sendo extremamente prejudicados, como foi constatado no levantamento feito pelo G1.
Portanto, ações fazem-se necessárias para mitigar os impactos da baixa qualidade do EAD no Brasil. Para que a população tenha consciência da problemática, urge que o Ministério da Cidadania, por meio de patrocínio estatal, realize periódicas e rígidas fiscalizações nas instituições que oferecem a modalidade de ensinamento a distância mediante ferramentas virtuais, os professores e alunos devem fazer provas anualmente e precisam obter uma nota mínima para que seja atestada a qualidade do EAD nas instituições que o oferecem. Dessa forma, o ensino virtual terá mais qualidade. Somente assim, o quadro atual será sanado, fornecendo os atributos positivos de “O futuro da aprendizagem”.