Debate sobre a qualidade do ensino superior a distância no Brasil

Enviada em 12/11/2020

No século XX, a Globalização desenvolveu ferramentas de integração social que favoreceu a difusão da educação acadêmica por intermédio da tecnologia. Entretanto, no Brasil contemporâneo, esse processo histórico de inovação educacional impulsionou o surgimento de obstáculos sobre a qualidade do ensino superior a distância, uma vez que enfatiza a desigualdade digital em grupos de professores e de estudantes, o que necessita de um debate ético. Assim, a dificuldade de adaptação e as condições socioeconômicas  são dicotomias contrárias ao exercício da cidadania.

Em primeira análise, a dificuldade de adaptação no novo sistema de ensino superior é um motivador do problema no Brasil. Desse modo, na obra ‘‘Metrópole e a Vida Mental’’, o intelectual Georg Simmel analisa que os avanços da modernidade tornaram a realidade mais simples e complexa, em que a internet facilitou a divulgação de aulas, porém dificultou o acesso para os docentes sem instruções.Análogo a literatura do autor, devido a modalidade de atividade presencial rotineira, a qual era executada com a utilização de lousas e livros físicos,parte da parcela de professores foi excluída da educação tecnológica por não conseguirem manusear, por exemplo, slides e salas virtuais. Essa conjuntura, consequentemente,gera desigualdade, pois segrega educadores nas Universidades.

Além disso, as condições socioeconômicas dos alunos de faculdades brasileiras marcam desafios do ensino a distância. Em paralelo, na concepção teórica da Sociologia, ciência do coletivo, é dever do Estado promover a adesão de suporte aos vulneráveis economicamente, uma vez que o acesso à educação digital só pode ser efetivado por aparelhos eletrônicos. Por conseguinte, a perspectiva sociológica é verídica, mas na prática é negligenciada, porque há falta de investimento em equipamentos e internet para os estudantes de classe baixa, que é evidenciada pela péssima atuação de órgãos estatais ao não integrar eles no ensino tecnológico.  Por isso, tal situação é inaceitável, haja vista é controversa aos deveres igualitários  da cidadania.

Logo, os empecilhos do ensino a distância superior são reais. Urge o papel do Ministério da Educação em criar políticas públicas de inclusão aos docentes e discentes no âmbito digital, por meio de materiais instrutivos e oferta de eletroeletrônicos. A ação deve ser realizada por especialistas da informática, que explicarão como a utilização de programas de computadores para a criação de aulas on-lines podem ser feitas, e assistentes sociais, que disponibilizarão  notebooks e tabletes aos alunos vulneráveis da educação virtual. Dessa forma, será possível adequar a sociedade educadora ao novo processo globalizado e estabelecer a igualdade social.