Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil

Enviada em 05/06/2021

O debate acerca da implementação da telemedicina tornou-se imprescindível, pois, muitas vezes, é um gasto financeiro e de tempo fazer o paciente deslocar-se até o consultório médico. Além disso, com o advento da pandemia de Covid-19, o tema passou a ser uma questão de saúde pública, tendo em vista que o paciente necessita falar com o médico, mas não necessariamente vê-lo em um local específico.  No entanto, esse debate esbarra em alguns obstáculos, como, por exemplo, o do acesso às novas tecnologias pela população mais carente.

Incontestavelmente, a implementação da telemedicina no Brasil fará com que as pessoas economizem dinheiro e tempo, pois não precisarão tomar transporte para chegar à consulta e não perderão tempo no trânsito e nem na sala de espera, otimizando toda a experiência. Paralelo a isso, a questão da Covid-19 fez com que, subitamente, um decreto fosse sancionado pela Presidência da República, o que culminou no primeiro contato ao atendimento remoto de muitos brasileiros. Ao que parece, com a continuidade da pandemia e com o aprimoramento da tecnologia, a telemedicina pode ter vindo para ficar em muitas especialidades.

Entretanto, o debate acerca do atendimento remoto não pode invisibilizar a disparidade social, que é uma das responsáveis por inviabilizar o acesso a esse serviço por parte da população. Segundo Leandro Faria, fundador do Missão Covid, plataforma que conecta médicos a pacientes com sintomas da Covid-19, a internet ainda é um problema para a telemedicina no Brasil.  Como tais tecnologias podem não chegar a alguns públicos, é difícil falar em telemedicina com inclusividade, mas não é impossível.

Fica clara, portanto, a necessidade de que o Estado, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), crie mecanismos para garantir atendimento a toda população, nos quais médicos atendam pacientes gratuitamente. Ademais, é preciso que governos municipais, em parceria com empresas privadas, financiem aparelho tecnológico e internet para a população mais carente. Assim, o debate sobre telemedicina será inclusivo e viável no Brasil.