Debate sobre a implementação da telemedicina no Brasil
Enviada em 03/05/2021
A tecnologia como ampliador do acesso ao atendimento médico
Segundo as reportagens do Jornal Nacional, devido à pandemia do COVID-19, muitos hospitais de São Paulo apresentam uma taxa de ocupação de 90% a 100% , além de que, consultas de menor prioridade foram desmarcadas. Com isso, pessoas com outros problemas de saúde, ou mesmo com sintomas leves de COVID-19 acabaram recorrendo à consultas online, ou pelas redes sociais de profissionais de saúde que passaram a trabalhar em suas residências.
De um lado, os atendimentos online ajudam a diagonosticar e ajudar certas doenças sem exigir que o paciente saía de casa e fique em um ambiente fechado com pessoas que podem trasmitir o COVID-19, diminuindo a possibilidade de contágio e aumentando o conforto e acessibilidade da consulta.
Do outro, algumas doenças necessitam de exames, tanto para serem diagnosticadas, quanto para se obter a observação do estado de uma doença crônica, portanto, apesar de apresentar uma grande ferramenta para auxiliar o sistema de saúde, atendimentos online não são capazes de efetuar todas as funções que um hospital seria capaz.
Assim, por mais que a telemedicina apresente um grande potencial de ajudar mais pessoas sem expo-las ao risco de contágio da gripe ou mesmo outros problemas de saúde, a telemedicina não é capaz de exercer todas as funções de um hospital, logo, a telemedicina deve ser utilizada em conjunto com hospitais, laborátorios, UBSs (Unidade Básica de Saúde), clínicas e postos de saúde para que suas limitações sejam complementadas por tais instituições de saúde. Destarte, o Ministério da saúde poderia ampliar as funções de UBSs e postos de saúde com equipamentos e espaços para conduzir exames laboratorias em conjunto com consultas online iniciais para determinar se a enfermidade necessita de exames aprofundados ou não.