Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 30/08/2022

Byung Chul-han, expoente filósofo contemporâneo, escreveu em sua obra “Sociedade do Cansaço” que a modernidade sofre de uma positividade tôxica que distorce as reais necessidades do indivíduo. Sob essa óptica, é visível que há de combater a gordofobia em questão no Brasil, uma vez que a sociedade carece de empatia para com esses indivíduos, e não raro, sofrem desde a infância com bullying e dificuldade de aceitação do próprio corpo.

Constata-se, a princípio, que o corpo é um objeto de status no cenário social, e que o julgamento das pessoas que se diferenciam dos demais não é saudável. Dessa forma, a sociedade posiciona indivíduos que estão acima do peso postulado pelo senso comum como pouco saudáveis ou problemáticas, de modo que o preconceito seja perpetuado e praticado em várias camadas psicossociais. Sendo assim, a falta de empatia e respeito com as particularidades do próximo, estimula o isolamento de pessoas com maior quantidade de massa corporal.

Ressalta-se, ademais, que indivíduos vítimas de gordofobia sofrem desde a infância. De acordo com a Sociedade brasileira de Psiquiatria, o bullying na escola ou em outros ambientes é um agravante para casos de depressão e compulsão alimentar severa. Consequentemente, danos psicológicos dificultam a aceitação de pessoas gordas do seu corpo, e perpetua o preconceito que é nocivo para sociedade como um todo.

Diante do exposto, é notório que a gordofobia deve ser combatida no Brasil, portanto, a mídia deve veicular propagandas conscientizadoras através de meios televisivos e digitais, no intuito de informar e educar a sociedade sobre os danos que o preconceito com pessoas gordas causam a curto e longo prazo, de modo que possa mitigar tal mazela social. É importante também, que a escola promova ações de combate ao bullying, principalmente em relação a crianças com maior massa corporal, de forma que danos psicológicos possam ser evitados, e preconceitos não mais perpetuados.