Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 16/08/2021
A obra renascentista, “Homem Vitruviano”, do artista Leonardo da Vinci, retrata que desde os primórdios o homem procurava padronizar o corpo humano. Nesse segmento, não distante do que foi apresentado no século XV, o homem insiste em manter as proporções ditas ideais para o perfil do ser humano, o que resulta no aumento da gordofobia na sociedade brasileira. Sob essa ótica, vale debater não só sobre a falta de representatividade que os gordos têm nas mídias, como também da banalização das discriminações que essas pessoas vivenciam diariamente.
É relevante abordar, primeiramente, que a representatividade publicitária possui uma notória importância para diminuir a gordofobia na sociedade contemporânea, visto que a representação de pessoas gordas nas mídias trará a quebra de padrões estéticos impostos na sociedade brasileira, já que resultará em um novo e miscigenado conceito de beleza. A respeito disso, o filósofo Bauman afirma que o capitalismo e os avanços tecnológicos são os responsáveis pela manutenção desse padrões. Desse modo, é indiscutível que a mídia, a qual pode ser descrita como principal e moderna ferramenta do capitalismo, colabora para a manutenção dos padrões estéticos vigentes na população, os quais trazem como consequência a exclusão e o aumento da gordofobia. Nesse sentido, a falta de representatividade traz como consequência a discriminação dos gordos na sociedade brasileira, uma vez que essas pessoas não apresentam o corpo ideal estipulado pela mídia.
Ademais, é válido destacar que a exclusão resulta na discriminação dessas pessoas, visto que o corpo gordo não se encaixa nos padrões estéticos estimulados pela mídia. Dessa forma, por não serem considerados esteticamente bonitos e por não possuirem a beleza ideal essas pessoas são vítimas de preconceitos e xingamentos diariamente. À vista disso, tais atitudes podem ser vistas no desenho infantil “Turma da Mônica”, a protagonista Mônica é chamada de “ baleia “por ser gorda, tais atos não são repreendidos por nenhum adulto presente na ficção. Nesse viés, análogo ao desenho animado, a falta de intervenção de pessoas em repreende essas discriminações estão presentes na realidade. Dessa maneira, esse mal discriminatório que afeta psicologicamente as pessoas gordas, desenvolvendo transtorno alimentar ou até depressão, são banalizadas pela sociedade, pois é entendida como normal e verdade, o que acarreta na permanência da gordofobia no Brasil.
Portanto, cabe ao Governo Federal, que uma entidade detentora do Ministério dos Direitos Humanos, promover, por meio de um projeto de leis, a criação de normas que faça com que as mídas publicitárias, como redes de Tvs, contratem pessoas gordas como modelos, a fim de que se tenha uma sociedade menos padronizada. Feito isso terá, uma sociedade livre de preconceitos e padrões.