Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 02/11/2020

No final do século XIX, a proclamação da república foi instaurada no Brasil com o lema positivista na bandeira: Ordem e Progresso. Entretanto, por mais que o país aparente avançar, ainda há problemas a serem resolvidos, como a questão da cultura do cancelamento na sociedade contemporânea. Nesse sentido, deve-se analisar como o individualismo e a base educacional lacunar têm contribuído para a problemática.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução o individualismo. Isso acontece porque, segundo Zygmunt Bauman, a falta de alteridade, isto é, a ausência da capacidade de se colocar no lugar do outro, tem sido uma das características primordiais da pós-modernidade. Nesse ensejo, nota-se tal comportamento quando o cidadão gasta bastante tempo na frete do seu " Smartphone" para xingar, hostilizar e agredir outros indivíduos, nas redes sociais, que não compartilham do mesmo pensamento que o dele, por exemplo. Consequentemente, enquanto o discurso de ódio se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com uma das grandes mazelas sociais: o cancelamento.

Além disso, outro ponto relevante nessa temática é a falha educacional. De acordo com Paulo Freire, na sua obra " Pedagogia do Oprimido", defende que a educação tem que ser crítica, pois, só assim, será libertadora. Contudo, não é isso que se observa nos colégios, uma vez que muitas instituições têm um método de ensino conteudista, o qual negligência debates de convivências sociais, como é o caso da cultura de cancelamento na sociedade. Por consequência, os jovens não são ensinados sobre a importância da empatia no meio coletivo, o que resulta na perpetuação do problema.

Torna-se evidente, portanto, que a questão da cultura do cancelamento tem que ser resolvida. Em razão disso, o Ministério da Educação, agente máximo educacional, em parceria com as escolas devem implantar na grade curricular o ensino sobre ética e cidadania, por meio de aulas no ensino infantil, fundamental e médio, para que atitudes individualistas sejam desconstruídas e a empatia mais potencializada. Assim, a problemática será resolvida e o lema dos positivistas alcançado.