Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 28/10/2020
Durante o isolamento social, as pessoas se tornaram mais críticas e passaram a “cancelar” pessoas nas redes sociais. Podemos assimilar a prática do cancelamento ao filme Cinderela II, onde Anastasia mostra que apesar de tudo que fez com a sua irmã, Cinderela, ainda pode ser uma pessoa boa. Logo o cancelamento é uma prática que deve ser repudiada e evitada sempre, já que pode acarretar na perda da saúde mental, além de não mostrar como melhorar os atos da pessoa que errou.
A priori, podemos perceber que a saúde mental das pessoas que decidem expor suas vidas na internet está sempre em risco. Assim como na série “Black Mirror”, onde em um episódio as pessoas são julgadas por seus conhecidos e, caso obtenham uma nota ruim, são presos e condenados a uma vida sem qualidade, ao cancelarmos uma pessoa por uma atitude ruim podemos prejudicar o psicológico de determinado indivíduo e retirar dele oportunidades de trabalho. Ademais, com essa prática, a pessoa cancelada acaba não aprendendo como melhorar o seu comportamento. Erving Goffman diz na sua teoria da ação social que as pessoas criam uma nova identidade e atuam à frente de todos para se safar de julgamentos ao invés de tentar entender o seu erro e melhorar com ele.
Portanto é importante que os aplicativos informem e indiquem aos perfis de influenciadores, a procura de ajuda médica psicológica a fim de melhorar a saúde mental de todos e aumentar sua qualidade de vida. Outrossim o Ministério da Educação deve implementar aulas de educação digital, as quais iriam melhorar a forma de uso da internet e lidar melhor com as situações que somos expostos, portanto evitaria as críticas desnecessárias e diminuindo drasticamente a frequência do cancelamento.