Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 27/10/2020

A constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, garante em seu artigo sexto uma série de direitos sociais, dentre eles esta o direito à liberdade juntamente com todos elementos que permeiam. No entanto, apesar de tal garantia, o que se percebe na sociedade brasileira atual é a não aplicação desse direito na prática, visto que o debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea é uma questão ainda sem resolução. É de suma importância compreender, portanto, que a falta de consciência social e falta de empatia são causas notórias da própria.

Em primeira análise, nota-se que a falta de consciência social é uma das razões pela qual o problema ainda perdura. Nessa lógica, Karl Marx, mostrava-se contrário em relação à atuação governamental em suas preposições, como quando afirmou que “não é a consciência social que determina a consciência”. É notório, portanto, que o Poder Público tem a obrigatoriedade constitucional de conscientizar cada ser social em relação a quaisquer temas, principalmente em relação ao hábito do cancelamento no corpo social hodierno. Desse modo, quando assim não se faz torna-se inaceitável, principalmente por se tratar de um país constitucionalmente garantidor de direitos sociais.

Igualmente, é importante considerar que a falta de empatia é causa evidente da matéria. A filosofia descreve a empatia, como sendo um dos componentes da compaixão. Nesse sentido, desenvolver empatia é reconhecer e compreender, sem reservas ou julgamentos, o sentimento do outro. Infelizmente, quando se fala sobre o hábito do cancelamento, no cenário social atual, nenhum dos elementos formadores da empatia são percebidos, fazendo com que essa temática seja alimentada pelas más consequências provenientes dessa lacuna. É imprescindível assim, a mudança dessa conjuntura, como forma de manter o progresso social.

Em conclusão, é imperioso a resolução dos impasses. Assim, o Ministério da Educação por meio das escolas e universidades deve criar um projeto socioeducativo, com oficinas, palestras e debates, para promover a conscientização social sobre o  debate da cultura do cancelamento na sociedade contemporânea. Tais eventos devem ter alcance nacional, inclusive pela internet, por exemplo, para que se apresentem as principais questões do tema. Espera-se, dessa forma, que a população possa estar inteirada sobre o assunto e que o problema seja minimizado. Assim, as garantias sociais da Constituição Federal Brasileira terá eficácia plena no presente.