Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 26/10/2020
Aristóteles, filosofo grego do período clássico, foi levado a julgamento popular por não reconhecer os Deuses do estado e corromper a juventude. Claramente, a motivação de tudo isso é a existência de formas diferentes de pensamento. No entanto, engana-se quem pensa que esse tipo de situação ficou no passado, na sociedade contemporânea a cultura do cancelamento está presente mais do que nunca. Nessa perspectiva, a necessidade de condenar o outro aliada à ineficácia na garantia dos direitos dos cidadãos são ferramentas essenciais para esse entrave.
Primeiramente, é preciso destacar um dos fatores contribuintes aos linchamentos virtuais que é o dever de apontar o erro alheio para firmar-se como bom. Tal comportamento, mesmo fora da lógica, já era apontado por Nietzsche em sua parábola em que um cordeiro fala ao outro sobre a maldade das aves de rapina com o intuito de destacar a bondade dos cordeiros. À vista disso, é possível estabelecer um paralelo com o que acontece nos tribunais da internet atualmente.
Além disso, outro complicador é a ineficiência governamental na asseguração dos direitos sociais. Conforme estabelecido em 1988 na Constituição Cidadã, é direito de todo cidadão ser respeitado. Porém, o que se pode ver são inúmeros indivíduos sendo desrespeitados com comentários de ódio diariamente em diversas redes sociais. Logo, é evidente que o Poder Público precisa intervir nessa tendência.
Diante disso, é perceptível a necessidade da tomada de ações para erradicar o problema. Nesse sentido, é necessário que o Ministério da Cidadania promova campanhas de conscientização popular, por meio de palestras e aconselhamento social por profissionais, a fim de promover o conhecimento acerca dos direitos de cada um, além disso, estimular também a busca por dialogo e compreensão em situações de embate entre pensamentos, assim, será possível evitar e diminuir a prevalencia da onda de cancelamentos.