Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 26/10/2020
A cultura do cancelamento não é uma questão atual. A tratativa desse fenômeno em passado não tão distante, porém sem acessibilidade social, já existia o famoso boicote. Poderíamos presenciar esse boicote em uma sociedade muito religiosa e que não aceitava a relação sexual antes do casamento ou até mesmo uma mulher solteira que teve filhos. Mas afinal, quais seriam as consequências desse cancelamento?
Na contemporaneidade o cancelamento se tornou popular por meio das redes sociais. Pessoas que tenham cometido ações controversas, mesmo que no passado, são julgadas e canceladas em questão de horas, pelos chamados “juízes da internet”. A tentativa de defesa poucas vezes consegue reverter essa situação. Essa prática atinge qualquer pessoa, seja famosa ou não.
Um exemplo atual desse movimento do cancelamento foi o que aconteceu com a influencer digital Gabriela Pugliesi, que por fazer uma festa no momento de quarentena em que o Brasil atingia o número recorde de mortes por Corona Vírus, foi linchada virtualmente. As consequências desse movimento agressivo é que o outro lado não tem tempo suficiente de ser ouvido, ainda que as ações dessa pessoa não sejam mais condizentes com as ações passadas.
Dessarte, torna-se necessário que se crie uma campanha de conscientização. As redes sociais onde mais se presenciam esses cancelamentos, como o twitter, instagram e facebook, devem desenvolver um conjunto de ações preventivas para que os seus usuários entendam as consequências prejudiciais desse banimento virtual. Somente assim esse movimento ocorrerá em menor escala e possivelmente entrará em desuso.