Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 25/10/2020
Por mais que pessoas acreditem que a cultura do cancelamento tenha sido “recente”, podemos perceber resquícios dela há uma época atrás, mais especificamente há 56 anos, na Ditadura Militar. O fato de pessoas famosas publicarem algumas piadas que podem ser interpretada de mau jeito por outras pessoas, podem levá-las à uma condição muito ruim de vida, fazendo com que percam patrocínios, seguidores, etc, como o caso do Youtuber Júlio Cocielo.
Mesmo que há mais de meio século atrás, uma das piores culturas do cancelamento foi instaurada no Brasil. A Ditadura Militar silenciou e “cancelou” milhares de artistas por desrespeitarem as regras impostas por ela. Criticar o governo, citar algum político em suas músicas, poesias e poemas ou produzir um filme com algum desses aspectos, por exemplo, poderia tirar, e tirou, muitas dessas obras do ar de todo o país e do mundo.
Além disso, um exemplo mais atual, mas que com o mesmo objetivo, foi o do Youtuber Júlio Cocielo que, em seu Twitter, publicou as seguintes palavras sobre o jogador de futebol Kylian Mbappé, após ele conseguir correr em incríveis 32,4km/h durante uma partida. “mbappé conseguiria fazer uns arrastão top na praia hein”. O comentário visto como racista gerou diversas polêmicas e complicações para o astro da internet, mas gerou felicidade para os “canceladores”. Infelizmente, muitas pessoas que tentam achar defeito em alguma coisa passam dos limites e criticam coisas banais apenas para conseguirem atenção.
Portanto, é necessário que alguns influenciadores digitais criem grupos com regras para quem deseja “cancelar” os outros, por meio de aplicativos para smartphones ou sites especializados, a fim de que não saiam criticando todo mundo por qualquer coisa. Desse modo, pessoas que praticaram ações mas sem intenção de prejudicar ou ofender alguém não sejam punidas tão severamente.