Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 25/10/2020

A cultura do cancelamento tronou-se algo muito presente e um debate sobre o conteúdo é indispensável. Muitas pessoas não conhecem, ou não entendem muito bem, sobre essa cultura. O cancelamento tem seus pontos positivos, mas ainda assim pode ser muito prejudicial.

A priori, o cancelamento é algo que acontece nas redes sociais, como Facebook, Twitter, Instagram, entre outros, quando alguém faz algum tipo de publicação ou, se identificando ou não, outra pessoa posta uma foto ou vídeo relatando um ato praticado por algum outro indivíduo, sendo ele famoso ou não, então, se muitos internautas julgarem o ato como errado, ele terá grande repercussão e a pessoa exposta pode sofrer graves consequências, como perder patrocinadores, no caso de famosos, e até mesmo ser demitido. Ademais, a cultura do cancelamento vem ganhando muita força e se tornando constante, contudo, há uma parcela da população que não tem conhecimento sobre o assunto e isso pode ser um problema.

Outrossim, o fato das pessoas serem canceladas devido a atitudes erradas tem um lado bom, pois agora todos pensam duas vezes antes de falar ou fazer algo, por outro lado, pode ser muito negativo pois nas redes sociais há muitas pessoas que querem julgar tudo e acaba prejudicando muitos inocentes, como foi o caso de Emmanuel Cafferty, que foi suspenso do seu emprego após a publicação de uma foto dele fazendo o sinal de ‘‘Ok’’ com os dedos no carro da empresa, ele foi acusado de racismo, já que os canceladores disseram que aquele sinal é um gesto racista, quando na verdade, ele significa, simplesmente, ‘‘Ok’’ nos E.U.A. Além disso, psicólogos afirmam que essa cultura pode afetar a saúde mental, já que as pessoas ficariam muito preocupadas e tentariam seguir um padrão ideal de pensamento  para não serem canceladas.

Urge, portanto, que a cultura do cancelamento está se tornado um problema. O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), órgão responsável pelas propagandas, com a Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel) poderiam promover breves comerciais alertando sobre a cultura do cancelamento, além de fiscalizar se está sendo justo, por meio de uma lei que seria levada ao poder Legislativo, que permite a Anatel analisar e julgar os fatos, e, caso fosse necessário, levar à justiça, tornando a cultura do cancelamento mais justa.