Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 23/10/2020
Ao final do século XX, observou-se um crescimento na conexão entre os indivíduos de todo o mundo, através dos avanços da tecnologia, a chegada da internet e das redes sociais. No entanto, algo que a priori parecia ser benéfico, acarretou em impasses prejudiciais: tanto na sociedade quanto na nova cultura do cancelamento, que se faz presente não só pela vulnerabilidade dos utilizadores da rede, mas também pelo costume enraizado no homem de cometer ataques ao próximo.
Em primeiro plano, consoante à ideia do filósofo brasileiro Luiz Felipe Pondé, a partir do momento que o usuário se transforma em objeto de venda à mercê do marketing digital, se torna um alvo em potencial a ser vítima do cancelamento das pessoas, visto que, ao expor a vida privada, aumenta significativamente sua vulnerabilidade no meio online. Tem-se como exemplo a cantora brasileira Marília Mendonça, que exibiu uma live extravagante e por consequência foi vítima dos ataques na web.
Ademais, é indubitável que a cultura de linchamento foi cravada na história da humanidade, haja vista que, na antiguidade, os romanos tinham como lazer presenciar gladiadores lutando até a morte no coliseu. Com isso, percebe-se que a hostilidade presente no mundo virtual é reflexo de uma sociedade ofensiva que aproveita da anonimidade da rede para disseminar o ódio e impor sua opinião como a única correta.
Portanto, é evidente que há a necessidade que medidas sejam tomadas para acabar com esse impasse. Logo, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), deve instituir palestras ministradas por especialistas em faculdades e escolas, cujo tema seria como se portar com ética e respeito nas redes sociais, a fim de evitar que os futuros usuários mantenham o comportamento abusivo vigente no momento. Dessa forma, atenuar-se-á, a média e logo prazo, essa problemática que persiste insticantemente ligada a realidade do país.