Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 23/10/2020
No anime “Caderno da morte” o protagonista recebe uma missão: punir todos envolvidos em crimes e promover a justiça. Uma “arma” antes usada para bem social, tornou-se objeto ditador, quando utilizado para punir aqueles com opiniões divergentes. De forma análoga, vemos como o avanço tecnológico permitiu dar voz a povos oprimidos, denunciando por meio das redes sociais, preconceitos e ataques de ódio. Controverso com a “cultura do cancelamento” atual, na qual, há perda da liberdade de expressão de ideias contrárias e consequentes ataques a personalidades.
Inicialmente, a cultura do cancelamento se baseia no linchamento virtual, e boicote de famosos quando estes apresentam ideias, ou agem de forma contrária ao que seria estimado o correto. Com consequências como perda de serviços, considerando a internet como principal ferramenta de divulgação de famosos, carreiras destruídas e doenças mentais, podendo levar uma pessoa ao suicídio. Usam-se de falácias genéticas como argumento, impostas para silencias opositores e monopolizar debates, banalizou-se a denúncia pela internet. Segundo o filósofo Foucault “tolerar a divergência é o único caminho para ser livre da prisão do pensamento”
Ademais, a narrativa do livro “Nove noites” mostra a importância da sensação de pertencer do ser humano, e quando não suprida pode levar ao um estado de anomia, onde as regras e vida em sociedade não faz mais sentido. Um dos exemplos mais recentes foi um vídeo de aniversário que viralizou onde duas irmão brigam, e em menos de um dia, uma criança de seis anos estava sendo “cancelada”. A segurança do anonimato da internet deixam as pessoas livres para falarem o que querem sem medirem consequências, segundo o artigo 3 da constituição, é dever do Estado promover o bem estar social a todos sem discriminação.
Portanto, são necessárias medidas para combater a questão. O governo federal, como instância máxima de administração executiva, deve conscientizar a população por meio de palestras, e criar leis efetivas de idade mínima para uso da internet. As redes sociais aumentarem a repressão aqueles que “cancelam” e fazem discursos de ódio, e sendo proibido perfis “fake”.