Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea

Enviada em 25/10/2020

Juiz, juri e executor virtual

Desde a década de 90 com a origem da internet e surgimento das redes sociais a conexão entre as pessoas foi facilitada, o qual gerou a criação da “Cultura do Cancelamento” e mudanças comportamentais na população. Diante disso, novos desafios aparecem juntamente a uma “onda” de julgamentos, o que resulta na luta pelo fim das discriminações e no falso moralismo.

Em primeiro plano, é válido ressaltar que, felizmente, a sociedade não está mais aceitando atos machistas, racistas, homofóbicos e preconceituosos como um todo, sendo a internet um novo meio de propagação dessa batalha. Em consonância com esse fato, o pensador iluminista do século XX, Jean Jacques Rousseal, afirmava “A concordância faz com que permaneçamos estacionados, a discordância faz com que cresçamos”. Por isso, ao cancelar pessoas que cometem algum ato ruim na internet, esses internautas demonstram a importância da discussão, punição e transformação do pensamento desse indivíduo.

Outrossim, é notório que muitos usuários das redes sociais se aproveitam dos erros das outras pessoas para proferir seu discurso de ódio com fito de prejudicar certo famoso, político, marca ou até mesmo um cidadão comum. Isso ocorreu com a escritora britânica J.K. Rowling, autora da saga Harry Potter, por declarações sobre os transsexuais consideradas intolerantes. Com esse exemplo, fica evidente as palavra de Heitor Cony, jornalista brasileiro, “A internet é poluidora, não em sentido ecológico mas no sentido espiritual”.

Portanto, devemos buscar uma melhor análise desse viés. Dessa forma, cabe a mídia criar campanhas educacionais por meio de propagandas institucionais, com conscientização dos cidadãos sobre palavras e atitudes cometidas nas redes sociais. Espera-se com isso, fazer com que os que cancelam tenham mais empatia e mitigar o número de cancelados, para assim, a conexão entre as pessoas seja saudável.