Debate sobre a cultura do cancelamento na sociedade contemporânea
Enviada em 16/10/2020
Santo Agostinho defendeu a ideia de imortalidade da alma, em que cada indivíduo pode usar o bem ou o mal tendo sua liberdade de escolha ou livre-arbítrio. Nesse sentido, Santo Agostinho afirmou que é no mau uso do livre-arbítrio que estaria a origem de todo o mal. A valer, tal afirmação pode ser confirmada na atualidade no que tange a cultura do cancelamento, problema social ocasionado pelo mau uso da livre decisão da sociedade. . Em primeira análise, nota-se que a falta de empatia é causa expressa da questão.
A filosofia descreve a empatia como sendo um dos componentes da compaixão. Nessa lógica, desenvolver empatia é reconhecer e compreender, o sentimento do outro. Infelizmente, quando se aborda o cancelamento no cenário atual, nenhum dos elementos formadores da empatia são percebidos, uma vez que, os praticantes deste ato esperam algo que eles julgam errado acontecer, para assim, atacar a reputação, perseguir e envergonhar publicamente alguém, alimentando as más consequências provenientes dessa lacuna.
Ademais, o sentimento de superioridade é a causa secundária do problema. Alfred Adler, psiquiatra escocês mostra em sua teoria da Psicologia Individual, que os seres humanos são egoístas, principalmente, quando investidos de interesse social. Tal afirmação se faz presente em questões como o julgamento na sociedade contemporânea, visto que, a população que se sente superior tende a enxergar somente o erro do próximo, promovendo críticas maldosas podendo ocasionar consequências por não conseguirem lidar com os ataques a sua pessoa.
Portanto, medidas são necessárias para resolução dos impasses. O Ministério da Educação, por meio das escolas e universidades, deve promover uma campanha educacional sobre a importância da empatia relacionada ao cancelamento. Tal campanha deve conter aulas ministradas por professores e psicólogos visando à conscientização dos indivíduos, para promover o respeito coletivo.